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Cuiabá MT, Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020
AMBIENTE
Terça-feira, 21 de Julho de 2020, 09h:20

DEVASTAÇÃO

MT é o 3º no ranking do desmatamento na Amazônia

No Estado, o município de Aripuanã (1.050 km a Noroeste de Cuiabá) está entre os 10 mais críticos, com 17 km2 destruídos

Da Reportagem
Divulgação
Os dados de julho apresentam uma elevada destruição no bioma, mais de 1.500 km² devastados em 30 dias

Em junho deste ano, 822 quilômetros quadrados foram desmatados na Amazônia Legal, um aumento de 3% em relação a junho de 2019, quando a floresta sofreu uma devastação de 801 quilômetros quadrados.

Do total, Mato Grosso respondeu por 14% da destruição, o que correspondeu 112 km2.

O tamanho, no entanto, é menor (-20) que o mesmo período de 2019, quando o desmatamento atingiu 140 km2 da porção amazônica localizada no Estado.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), uma ferramenta de monitoramento da Amazônia baseada em imagens de satélites, desenvolvida pelo Instituto Imazon.

Segundo o estudo, a maior parte do desflorestamento detectado em junho de 2020 ocorreu no Pará (43%), seguido do Amazonas (21%).

Após vem Mato Grosso e Rondônia, ambos com 14%, Acre (7%) e Roraima (1%).

Já considerando o período de janeiro a junho de 2020 o desmatamento acumulado é de 2.544 quilômetros quadrados, o que representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2019, quando o desmatamento totalizou 2.061 quilômetros quadrados.

No Estado, o município de Aripuanã (1.050 km a Noroeste de Cuiabá) está entre os 10 mais críticos, com 17 km2 destruídos.

A maioria (56%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em unidades de conservação (22%), assentamentos (19%) e terras indígenas (3%).

O levantamento mostra ainda que as florestas degradadas na região somaram 213km2 em junho deste ano, o que representa um aumento de 335% em relação ao mês período de 30 dias de 2019, quando a degradação detectada foi de 49 quilômetros quadrados.

Em junho de 2020, a degradação foi detectada em Mato Grosso (73%), Pará (25%), Roraima (1%) e Rondônia (1%).

Somente neste, o governo de Mato Grosso promete investir R$ 22 milhões para o combate ao desmatamento, exploração florestal ilegais e os incêndios florestais.

Os recursos são oriundos de recursos próprios e do programa REM Mato Grosso (REDD+ para Pioneiros). “Este é o maior investimento já feito nos últimos dez anos para repressão dos crimes contra flora e combate aos incêndios florestais.

Todos os órgãos envolvidos em ações da defesa do meio ambiente estão indo a campo com a orientação de tolerância zero às infrações", disse recentemente o secretário adjunto Executivo da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Alex Marega.

Além disso, o Governo Federal prorrogou a atuação da Força Nacional na Amazônia visando fiscalizar e combater o desmatamento e crimes ambientais.

A decisão, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 13.

A ação na região foi autorizada até 6 de novembro deste ano, que pode ser prorrogado.

As Forças Armadas são formadas pela Marinha, Exército e Aeronáutica e são utilizadas para garantir a segurança nacional, enquanto a Força Nacional é uma tropa que costuma atuar em situações de emergência e calamidade pública.


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