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ARTIGOS
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 19h:27

MARIO EUGENIO SATURNO

Desemprego, a face cruel do PT

É impressionante como algumas pessoas se fazem de bobos nas redes sociais e nas filas do restaurante. O Lula, no último ano de seu governo, e a Dilma nos seus quatro anos seguintes, torraram dinheiro público (quando não roubaram) em programas sociais sem porta de saída (dinheiro nobre que não resolve o problema - ou seria “pobrema”?-) e bolsa-empresário para péssimos empreendedores. A hora da verdade chegou, ou seja, acabou o dinheiro público, juntado pelo FHC, que organizou o estado em toda a sua extensão, e a conta chegou. Sem consumo e sem produção, resultado? Inflação e desemprego! Para consertar o erro petista, calcula-se que serão necessários 20 anos. Se prejudicar a Saúde, se danar ainda mais a Educação, a culpa é do Lula e desses fanáticos que se fazem de idiotas e não querem enxergar o óbvio! Esses arrogantes falam do desemprego como se fosse culpa da oposição e imprensa “golpista”. Está certo que é melhor que ser adepto do “roubista”, mas quem está pagando duro pela crise é o povo pobre. Na Região Metropolitana de São Paulo, a taxa de desemprego total ficou em 17,5% em setembro, ante 17,2% em agosto, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), conforme a Fundação Seade e o Dieese. Em setembro de 2015, o desemprego estava em 14,2%. O número de desempregados foi calculado em 1,926 milhão de pessoas em setembro, 12 mil a mais do que no mês anterior. A Fundação Seade explica que esse resultado foi por causa da eliminação de 131 mil postos de trabalho, ou -1,4%, em número superior à redução da População Economicamente Ativa, acredite, 119 mil pessoas saíram do mercado de trabalho da região, ou -1,1%. O contingente de ocupados foi estimado em nove milhões de pessoas em setembro, recuo de 1,4% em relação ao mês anterior. A Indústria de Transformação eliminou 37 mil postos de trabalho, -2,7%, o Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas eliminou 41 mil vagas, ou -2,6%, e Serviços, -79 mil, ou -1,4%. A Construção, por outro lado, criou 18 mil vagas, ou+3,1%. Como desgraça pouca é bobagem, os rendimentos médios reais de pessoas ocupadas também caíram 2,2%, ficando em R$ 1.948 em agosto, e, para os assalariados, a queda foi de 1,8%, ficando em R$ 2.018. Apesar de ruim, o número do desemprego não reflete a realidade, basta ver que conta quantos desempregados procuraram emprego e não encontraram. Aquele que não procura emprego, não é contabilizado. Por isso, o IBGE criou um novo indicador que considera o número de pessoas em idade produtiva no Brasil Esse indicador é composto da subutilização da força de trabalho, que agrega a taxa de desemprego, a taxa de desemprego por insuficiência de horas trabalhadas e a da força de trabalho potencial. No Brasil, no segundo trimestre de 2016, havia 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar, a partir de 14 anos, os desocupados eram 11,6 milhões, os subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas eram 4,8 milhões e a força de trabalho potencial somava 6,2 milhões. Resultado? Falta trabalho para quase 23 milhões de pessoas, ou 13,6% do total. Muito a ser feito por este Brasil. * MARIO EUGENIO SATURNO é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e congregado mariano. mariosaturno@uol.com.br/cienciacuriosa.blog.com

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