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ARTIGOS
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2016, 19h:24

JOANICE DE DEUS

Expectativas

Em meio a tantos planos, o ano de 2016 está chegando ao fim. Muitos desses objetivos vão ficar para trás e outros simplesmente para 2017. Afinal, nesse período é muito comum criarmos novas expectativas. O problema é que a espera pelo que vai acontecer sempre gera ansiedade e, por vezes, decepções, o que é inevitável quando as coisas não terminam do jeito que sonhávamos. As decepções que colecionados na escola, no trabalho e até na vida pessoal não são raras e tornam-se mais intensas quando envolvem as pessoas que amamos. Mas, isso ocorre por que cada ser age de acordo com suas vontades próprias e seus interesses individuais e, dificilmente, saberemos o que irá fazer hoje, amanhã e sempre. São poucas as pessoas que realmente se preocupam se suas atitudes vão ou não afetar a outra. Mas, o grande problema é de quem gera a expectativa por não entender que a frustração não é exatamente pela ação tomada pela outra pessoa, mas sim pela expectativa criada por nós mesmos. A maneira que queríamos que determinado alguém agisse é o que se transforma em nosso maior erro. Não se pode fazer planos esperando que as coisas vão acontecer por causa de outra pessoa. Quando se trata de expectativa, difícil entender que a atitude, sincera ou não, é do outro. Se vai te agradar ou te fazer feliz é outra coisa. É por isso, que muitas vezes, a decepção é praticamente inevitável em certos casos e a frustração é totalmente de quem criou a ilusão. Então, como disse o jornalista e apresentador de televisão "não crie expectativas, guarde-as". Se você espera muito e nada acontece, você se decepciona. Se você espera nada e algo acontece, você se surpreende. Você vai perceber que tudo pelo qual você se preocupou foi apenas perda de tempo. Se der certo, você se preocupou com tudo à toa. Se der errado, você se preocupou com algo que nem valia a pena ter investido o seu tempo. Pare de criar expectativas, pare de se decepcionar e se surpreenda. Mas, se insistir e se as coisas não saírem do jeito que queria, o melhor remédio é sacudir a poeira e seguir em frente. Parte desse exercício de sanidade mental é entender que as decepções, maiores ou menores, são um efeito colateral da vida, mas também passa por ter uma visão menos egocêntrica e mais humilde da própria existência: a de que mundo não gira ao redor do nosso próprio umbigo. JOANICE DE DEUS é repórter

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