NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
ARTIGOS
Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019, 17h:03

WILSON CARLOS FUÁH

Geração dos normalóides

Com a evolução tecnológica e facilidade a pesquisa, hoje estamos diante de uma geração carente de dificuldades, porque tudo está sendo entregue pronto. O mundo tecnológico nos coloca a disposição muitas facilidades e agilidade no acesso a dados, a rapidez de acesso à instantaneidade dos fatos, e estes vêm no momento em que eles acontecendo, com isso, está faltando cabeças pensantes e no futuro teremos preguiçosos mentais a solta e a procura do que não conseguem encontrar no passado, e tem o seu presente esvaziado, logo não saberá entender o seu futuro, é assim. O passado é um lugar cheio de coisas que as pessoas pensam que não estão mais lá e já caiu esquecimento, e por isso, as pessoas pensam que não existem mais lembranças, e ao buscá-las, os fatos passados se apresentam meio confusos, simplesmente pela razão dos momentos falhos das memórias desocupadas. Ao visualizarmos um rosto de alguém que a muito partiu, e ficarmos buscando os detalhes: o sorriso; aos cabelos; vemos que apenas o formato do rosto sem história ficou. Isto porque, tudo envelhece em 24 horas, e tem muita gente que não consegue lembrar o que fizeram pela manhã, tudo começa a ficar turvo, num segundo passou. Imagine se forçar e tenta lembrar em quem votou ou mesmo, relembrar nos gastos do mês passado, a única coisa que resta são pequenas memórias distantes e ofuscadas. O dia de ontem está ficando sem registro, por isso, ao abandonar as coisas do passado muito rapidamente, é que as pessoas estão deixando de existir por não ter histórias pessoais, porque acharem que os dias terminam a meia noite, e que a sua história se resume ao hoje e pronto final. A dependência eletrônica tornou-se uma prisão intelectual, e essa conexão pela facilidade e a força dessa facilidade dominadora nos dá uma liberdade provisória, mas ao raciocinar e saber utilizar melhor a liberdade de expressão, nos colocam a um passo a frente dos preguiçosos mentais, até um dia, percebermos que o responsável pela nossa própria prisão mental, somos nós mesmo, por falta de iniciativa própria. A criatividade está sendo colocado de lado, e deixamos de lado as opções da capacidade criadora e o fator comunicativo para quem assim o desejar, por isso, muitos optam pelo mais fácil, e assim, seguem cada vez mais e mais, o crescimento da legião de seres preguiçosos e “normalóides”! O nosso mundo mental só evoluirá, quando superarmos o convencional, e sabermos utilizar do livre pensar, senão a comunicação que usamos como fator de convencimento nunca será utilizada, e essa agregação dos recursos da inteligência humana, tão necessária ao convencimento, ficarão desprezíveis pela facilidade dominadora da tecnologia. * WILSON CARLOS FUÁH, economista, é especialista em recursos humanos e relações sociais e políticas wilsonfua@gmail.com

Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
O que você achou da decisão da Justiça de decretar lockdown em Cuiabá e VG?
Acertada
Demorou
Antes tarde...
Tanto faz
PARCIAL