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ARTIGOS
Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016, 20h:06

TÂNIA NARA MELO

Padrão de beleza

Em tempo dos grandes desfiles de moda, que expõem corpos definidos e magérrimos das modelos nas passarelas, a gente nota que o famoso padrão ‘magreza’ continua em evidência, embora a chamada geração saúde venha ganhando mais espaço entre os mais jovens que lotam as academias em busca do corpo ideal. Mas o visual de corpo de modelo, com cintura fina, barriga reta feito tábua e pernas sem qualquer vestígio de estrias ou celulite, cabelos sempre com corte da moda e rosto com pele de bebê, do tipo de anúncio de revista feminina, ainda é perseguido por muitas mulheres. É a ditadura da moda, que privilegia sempre aquelas que quase sempre estão com o peso abaixo da média, e que acaba induzindo centenas de mulheres a buscarem esse “status” a qualquer preço. Ou será que alguém já viu modelo de revista ou de grifes famosas com formas mais arredondadas? Tudo bem que as chamadas modelos plus size, mais cheinhas, estão ganhando mais espaço, mas ainda assim as magras continuam sendo o ‘padrão’ a ser copiado. Isso tem gerado uma avalanche de propostas “milagrosas” estampadas em anúncios em todos os meios de comunicação, do tipo “perca peso sem passar fome”, “emagreça sem fazer força” e outros do gênero, como também um grande número de clínicas estéticas – algumas sem qualquer qualificação - que foram surgindo pelo país afora, fazendo muitas vítimas, que viram seus sonhos se transformarem em terríveis pesadelos. Alguns acabaram virando caso de polícia. Nos últimos anos não foram poucas as vezes em que nos deparamos com notícias dando conta de vítimas de cirurgias plásticas mal sucedidas - seja por erro médico, ou transtornos durante a cirurgia -, casos esses que acabaram em morte. Ou ainda, denúncias de pessoas que após ingerirem fórmulas “milagrosas” para emagrecer, acabaram com sérios problemas de saúde, alguns irreversíveis ou até mesmo fatais. Alguns casos ganharam manchetes nos grandes jornais, em que pacientes foram a óbito após cirurgias ou ainda ficaram mutiladas. As estatísticas não são nada animadoras quanto ao número de ocorrências dessa natureza, e mostram como podem ser tortuosos os caminhos que levam a tão sonhada perfeição estética. É evidente que não se pode condenar as pessoas por quererem melhorar a aparência e ficarem de bem consigo mesmas. O que se condena é a supervalorização do padrão estético da magreza e a forma como alguns “profissionais” se aproveitam disso, para aumentar a conta bancária, sem qualquer preocupação com a saúde ou a vida daquelas que recorrem a procedimentos cirúrgicos ou a tratamentos “milagrosos”. Para quem quer uma imagem melhor no espelho, uma dica: a saúde deve ser sempre a nossa prioridade. Mas se só isso não basta, então procure alguém experiente, qualificado e de referências garantidas. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário

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