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BRASIL
Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016, 19h:50

TEMER

Abstenção foi um recado à classe política

Presidente disse o grande número de abstenção é um recado que se dá à classe política brasileira para que “reformule eventuais costumes inadequados"

RODRIGO CAVALHEIRO
Da Agência Estado - Buenos Aires
O presidente Michel Temer afirmou ontem, em Buenos Aires, que a abstenção na eleição municipal foi um recado para a classe política em geral, não para uma legenda em particular. "Não se pode particularizar no partido A ou B. A abstenção foi muito significativa. Portanto, é um recado que se dá à classe política brasileira para que reformule eventuais costumes inadequados." Segundo o TSE, a abstenção nas votações de domingo, foi de 17,6%, ligeiramente acima dos 16,4% registrados em 2012. A maior taxa de não-comparecimento às urnas em relação ao tamanho do eleitorado nos últimos 20 anos foi registrada em 1996: 18,3%. Temer disse que há 35 partidos no País e quase todos tiveram candidatos a prefeito. O presidente ainda sustentou que o País passa por uma crise "a cada 25 ou 30 anos". "Você até muda a Constituição, cria um novo Estado. No momento, temos uma normalidade democrática e isso não está sendo necessário." Temer deu entrevista coletiva na Quinta de Olivos, residência oficial de Mauricio Macri, a quem fez sua primeira visita bilateral. DORIA Temer afirmou que o ganhador da eleição à Prefeitura de São Paulo, João Doria, foi ajudado por não se apresentar como político. "O candidato lá de São Paulo foi eleito com uma expressiva margem de votos no primeiro turno, ele dizia a todo momento, com todo o respeito, 'eu não sou político, sou um empresário, um administrador'. Isso deve ter auxiliado nos votos que obteve." ARGENTINA O presidente Michel Temer aterrissou ao meio-dia de ontem na Argentina, país da região que mais rapidamente reconheceu a legitimidade de seu governo após o impeachment de Dilma Rousseff. É a primeira visita bilateral de Temer - ele foi à China e aos EUA para reuniões do G-20 e da ONU. A viagem inclui uma passagem pelo Paraguai, antes do regresso a Brasília. Acompanhado de cinco ministros, Temer seguiu diretamente para a Quinta de Olivos, residência oficial de Mauricio Macri. Os dois assinaram um acordo de facilitação do comércio e um de estímulo a pequenas e médias empresas, mas o principal objetivo da visita é uma reaproximação que reverta uma tendência negativa. O comércio bilateral caiu 46% nos últimos cinco anos, segundo a consultoria Abeceb. A jornais argentinos, Temer disse em entrevista publicada no domingo pensar parecido com Macri. O líder argentino elogiou a jornais brasileiros na semana passada a institucionalidade do processo de impeachment. Entre funcionários de alto escalão da embaixada brasileira em Buenos Aires, a viagem era considerada imprescindível e ocorreu na primeira janela possível após as passagens por China e EUA. A duração inferior a cinco horas teria relação com o processo eleitoral no Brasil e o perfil do convite. A diplomacia brasileira reconhece que a escolha dos destinos dentro do Mercosul está ligada ao apoio político a Temer. O Uruguai, que admitiu a legalidade do governo mas considerou "injusta" a saída de Dilma, ficou de fora. Ao receber Temer na residência oficial, e não na Casa Rosada, Macri afastou o encontro ainda mais da pompa requerida por uma visita de chefe de Estado, que em geral exige ida do convidado a sedes de outros poderes. Também distanciou o visitante de protestos programados para a Praça de Maio, em frente da sede presidencial, a 17 quilômetros de Olivos. Ao saber que Temer não passaria pela Casa Rosada, os manifestantes transferiram a primeira parte do protesto para a porta principal de Olivos. Eles penduraram uma faixa com a inscrição "Fora Temer" no muro e espalharam ratos de brinquedo na calçada. Na Praça de Maio, planejavam costurar pedaços de tecido no formato de países sul-americanos. Um grupo de lutas se apresentaria na praça com o lema "golpe, só de capoeira". PROTESTOS Os militantes brasileiros enfrentavam um dilema. Admitiam precisar do apoio dos esquerdistas argentinos, mas não queriam cartazes de "Fora Macri" na manifestação. "Não gostamos do Macri, mas ele foi eleito. Tira o sentido estar perto do 'Fora Temer'", disse uma das líderes da manifestação que sugeriu, por segurança, atacar o "neoliberalismo". Outro problema do grupo era de sincronia. O reforço da militância kirchnerista e de sindicatos só chegaria à Praça de Maio às 18h. A esta hora, Temer já estava no Paraguai. Assunção deu forte respaldo aos primeiros dias de Temer, principalmente no posicionamento contra a chegada da Venezuela à presidência temporária do Mercosul. A comitiva brasileira se reuniu e jantou com o presidente paraguaio, Horacio Cartes, antes de voar para Brasília.

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