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Cuiabá MT, Sábado, 05 de Dezembro de 2020
POLÍTICA
Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020, 13h:50

LÍDER DO GOVERNO

Constituição tornou o Brasil "ingovernável", diz bolsonarista

Ricardo Barros defende plebiscito para que os cidadãos decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição

BRENO PIRES
Estadão Conteúdo - São Paulo
Ricardo Barros
O líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), defendeu a realização de um plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição, sob o argumento de que a Carta Magna transformou o Brasil em um "País ingovernável".
 
Barros citou como exemplo o Chile, que foi às urnas no domingo, 25, e definiu que uma nova Assembleia Constituinte deverá ser eleita para a criação de uma nova constituição do país.

"Eu pessoalmente defendo nova assembleia nacional constituinte, acho que devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra deveres, porque a nossa carta só tem direitos e é preciso que o cidadão tenha deveres com a Nação", disse Barros nesta segunda-feira (26), em um evento chamado "Um dia pela democracia".

O deputado, que representa os interesses do governo federal na Câmara dos Deputados, disse que a Constituição tornou o País "ingovernável", ao afirmar que o Brasil hoje tem uma "situação inviável orçamentariamente".
 
"Não temos mais capacidade de pagar nossa dívida, os juros da dívida não são pagos há muitos anos, a dívida é só rolada e com o efeito da pandemia cresceu muito, e esse crescimento nos coloca em risco na questão da rolagem da dívida", disse. Emendas à Constituição, segundo ele, não são o suficiente.

"A nossa Constituição, a Constituição cidadã, o presidente (José) Sarney já dizia quando a sancionou, que tornaria o país ingovernável, e o dia chegou, temos um sistema ingovernável, estamos há seis anos com déficit fiscal primário, ou seja, arrecadamos menos do que gastamos, não temos capacidade mais de aumentar a carga tributária, porque o contribuinte não suporta mais do que 35% da carga tributária, e não demos conta de entregar todos os direitos que a Constituição decidiu em favor de nossos cidadãos", disse.

O outro problema, na visão do parlamentar, é que "o poder fiscalizador ficou muito maior que os demais" e, por isso, seria necessário também "equilibrar os Poderes" no país.
 
O deputado, que é alvo de investigações do Ministério Público Federal, diz que é preciso punir quem apresentar denúncias sem prova.

"Os juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do TCU, da CGU, provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso, nunca respondem por nada, e o ativismo político do Judiciário está muito intenso, muito mais do que jamais poderíamos imaginar, então é preciso sim que nós possamos rever o nosso sistema, diz Ricardo Barros.

Conhecido crítico à Operação Lava Jato, Barros acrescentou que, apesar de ser um desejo dos brasileiros, o combate à corrupção não pode ser feito "cometendo crimes". O deputado disse também ser a favor do parlamentarismo.
 
"Seria um regime de governo muito mais efetivo, que nos permitiria ajustar rapidamente as crises, retomar mais rapidamente o rumo quando existe um impasse, mas vamos ainda lutar por isso", disse.

O discurso do deputado foi feito em evento organizado pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst), que contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de juristas.

Integrante do Centrão, deputado federal por seis legislaturas e ex-ministro da Saúde de Michel Temer, Ricardo Barros foi nomeado como líder em agosto, no lugar de Major Vitor Hugo (PSL-GO).

1 COMENTÁRIO:







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irzair ciro correa  27-10-2020 09:37:36
Desde que alçaram ao posto máximo da nação o capitão inapto para as Forças Armadas e que estava há 28 anos na Câmara Federal sem nada fazer, ele e seus asseclas não desejam outra coisa que não seja pisotear a Carta Magna e criar uma outra que sirva aos interesses deles. Como se já não toda mazela que esses senhores causam desviando verbas, pagando propina, recebendo propinas e levando uma vida nababesca ás custas do contribuinte, querem derrubar tudo no chão e criar um mundo do jeito deles. E ainda se zangam quando são chamados de fascistas.

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