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BRASIL
Quinta-feira, 03 de Novembro de 2016, 19h:15

FHC

Ex-presidente nega candidatura

DANIEL WETERMAN e PEDRO VENCESLAU
Da agência Estado – São Paulo
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou na tarde de ontem, que jamais cogitou voltar à Presidência da República. A nota escrita é uma resposta à campanha lançada pelo chefe de gabinete dele na época que comandou o governo federal, Xico Graziano, chamada de "Volta FHC". "A propósito de comentários sobre uma eventual candidatura à Presidência esclareço, do exterior, onde me encontro, que jamais cogitei dessa hipótese nem ninguém me consultou sobre o tema", escreveu o ex-presidente em texto publicado em sua página oficial no Facebook. Graziano, que ainda atua como assessor de FHC, havia dito à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que avisou Cardoso sobre a iniciativa. O ex-presidente reforçou que apoia que o governo atual seja conduzido até o fim do mandato, em 2018. Seu assessor defendeu que, se a chapa Dilma-Temer for cassada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), FHC é favorito para ser eleito pelo Congresso. "Minha posição é conhecida: nas circunstâncias, o melhor para o Brasil é que o atual governo leve avante as reformas necessárias e que em 2018 possamos escolher líderes à altura dos desafios do País. Precisamos superar a crise financeira para criar empregos e para que o povo viva em uma sociedade próspera e decente", disse FHC. LANÇAMENTO No momento em que o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves acirram a disputa pela vaga de candidato do PSDB para concorrer à Presidência, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi lançado ontem, pelo ex-deputado Xico Graziano. Chefe de gabinete de FHC durante seu período no governo federal, Graziano lançou uma página no Facebook e um site chamados "FHC Presidente" e escreveu um artigo para o jornal Folha de S.Paulo defendendo a proposta. O tucano, que ainda atua como assessor de FHC, disse à reportagem que avisou o ex-presidente sobre a iniciativa. Questionado se a idade não seria um impedimento, já que o ex-presidente tem 85 anos, Graziano argumentou que o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill também voltou ao cenário político em 1951, aos 76 anos. "Churchill voltou e pacificou o país. A idade pode favorecer nesse sentido, na experiência. Já a juventude pode trazer um louco". Graziano disse ainda que FHC tem sido uma referência nos momentos de crise do Brasil. "O ex-presidente é sempre procurado nos momentos difíceis, seja por ministros, magistrados ou políticos de todos os partidos. FHC passou a ser um ponto de equilíbrio." O nome do ex-presidente tucano também é citado no partido como uma opção de consenso para disputar a Presidência caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) casse a chapa Dilma-Temer e, consequentemente, seja convocada um nova eleição presidencial.

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