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BRASIL
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 20h:16

INQUÉRITO/AÉCIO

Gilmar Mendes reclama de atraso

JULIA AFFONSO, MATEUS COUTINHO e FAUSTO MACEDO
Da Agência Estado - São Paulo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB) em um suposto esquema de corrupção em Furnas. A decisão de Gilmar Mendes atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para a extensão do prazo para a conclusão das investigações. Ao estender o prazo, o ministro Gilmar Mendes criticou a demora na apuração. "Registro que houve atraso no desenvolvimento das investigações", anotou Gilmar Mendes. "Ficam a autoridade policial e o Ministério Publico Federal instados a observar os prazos de tramitação, nesta e em todas as investigações supervisionadas por este relator." O tucano é suspeito de receber propina do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, em um esquema de desvio de recursos na estatal semelhante ao investigado pela Lava Jato. O caso já havia sido relatado nas delações do lobista Fernando Moura e do doleiro Alberto Youssef. Segundo o ministro, os autos foram remetidos à Corregedoria-Geral da Policia Federal para inquirição de três testemunhas, interrogatório do investigado e requisição e juntada de documentação. Gilmar descreveu, na decisão, o andamento da investigação. O ministro afirmou que a remessa dos autos à Corregedoria-Geral da Polícia Federal foi feita em 10 de junho deste ano e, após redistribuição interna, os autos foram despachados em 11 de julho, "mais de mês após a remessa". "As inquirições não foram realizadas ou agendadas. Solicitada a prorrogação do prazo, foram os autos enviados à Procuradoria-Geral da Republica, em 7 de outubro de 2016. A devolução ocorreu somente em 17 de novembro de 2016", observou Gilmar Mendes. CONFLITO A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba comunicou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República Rodrigo Janot sobre o "evidente conflito de fatos narrados" nas delações premiadas do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, e do lobista Zwi Skornicki. Os acordos de cooperação de Pessoa e Zwi, que os obrigam a dizer a verdade, foram fechados com a Procuradoria e homologados pelo Supremo.

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