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Cuiabá MT, Sábado, 17 de Abril de 2021
BRASIL
Domingo, 28 de Fevereiro de 2021, 17h:50

CORONAVÍRUS/DF/LOCKDOWN

Grupo de manifestantes protesta na porta da casa de Ibaneis contra lockdown no DF

Fabrício de Castro
Estadão Conteúdo
Ibaneis Rocha
Um grupo de manifestantes se reuniu no final da manhã deste domingo, 28, em frente à casa do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para protestar contra o lockdown (fechamento). Na noite de sexta-feira, um decreto do governo suspendeu o funcionamento de estabelecimentos comerciais e atividades consideradas não essenciais a partir deste domingo. O objetivo é conter o avanço da covid-19.

Os manifestantes - alguns deles sem máscaras - carregavam faixas e bandeiras do Brasil perto da casa de Ibaneis, no Lago Sul, região nobre de Brasília. Uma das faixas dizia: "Não suportamos outro lockdown". Algumas pessoas vestiam verde e amarelo, cores que têm identificado manifestantes favoráveis ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, mas muitas usavam camisas escuras. Houve gritos de ordem e pedidos como "queremos trabalhar" e "eu não vou fechar". Policiais militares se mantinham em frente da casa, fazendo a segurança.

O Distrito Federal é uma das unidades da Federação que, nos últimos dias, elevaram as medidas de restrição para o comércio. O movimento é uma reação ao aumento da ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em várias regiões, em um momento em que a vacinação ainda não deslanchou.

Dados do Ministério da Saúde mostram que no Distrito Federal 295 615 pessoas já se contaminaram com a covid-19, ou 9,8% da população. Deste total, 4.831 pessoas morreram (1,6% dos contaminados).

Na quinta-feira, o governador já havia decidido restringir o funcionamento dos estabelecimentos comerciais das 20 horas às 5 horas. Na sexta-feira, porém, com os leitos de UTIs específicos para pacientes de covid-19 com 98% de ocupação, Ibaneis decidiu intensificar as restrições.

Inicialmente só foram autorizados a manter o funcionamento no Distrito Federal supermercados, hortifrutigranjeiros, mercearias, padarias, postos de combustíveis, farmácias, hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos, laboratórios, clínicas veterinárias, comércio atacadista, lojas de conveniência e minimercados em postos de combustíveis exclusivamente para a venda de produtos; serviços de fornecimento de energia, água, esgoto, telefonia e coleta de lixo; lojas de material de construção; igrejas e templos religiosos.

No sábado, no entanto, diante da pressão de vários setores, o governador flexibilizou um pouco as regras, estendendo a permissão de funcionamento para outros segmentos, como toda a cadeia do segmento de veículos automotores, agências bancárias, lotéricas, correspondentes bancários, bancas de jornal e revistas, escritórios de profissionais autônomos, lavanderias, cartórios, hotéis, óticas, papelarias, zoológico, parques ecológicos, recreativos, urbanos, vivenciais. Todo o resto será fechado, incluindo as escolas da rede privada, que já haviam retomado as aulas presenciais. O lockdown a princípio será até o dia 15 de março.

Empresários do comércio vinham desde sábado se mobilizando para este protesto contra Ibaneis. A reclamação é de que, com as lojas fechadas, uma nova onda de falências e demissões pode atingir o Distrito Federal.

Presente à manifestação, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), apoiadora de Bolsonaro, discursou contra o lockdown na capital federal.

"Nós somos pela liberdade, pela liberdade de pensamento, pela liberdade de expressão, pela liberdade de trabalhar, de cuidar dos nossos filhos", afirmou a parlamentar. "Nós temos que defender o homeschooling (ensino em casa), a volta das crianças para a escola, temos que defender o emprego", acrescentou.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que no ano passado 11.353 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no Distrito Federal. Entre os entes Federativos do Centro-Oeste, o Distrito Federal foi o único a apresentar fechamento líquido de vagas de emprego. Em todo o País, apenas o Rio de Janeiro apresentou números piores, com o encerramento de 127.155 postos.

 

 


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