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BRASIL
Quarta-feira, 08 de Abril de 2020, 05h:49

PANDEMIA

Passos limitados Google registra impacto da pandemia na circulação de pessoas

Quem anda pelas ruas das grandes cidades brasileiras percebe a quebra na rotina provocada pela pandemia do novo coronavírus. Por causa das políticas de isolamento social, impostas aos que não podem trabalhar com segurança, todos os dias se parecem com domingos, com comércio fechado e pouca movimentação de pessoas. Usando a tecnologia de localização de seus produtos, o Google divulgou ontem um relatório, mostrando em números a magnitude deste fenômeno em 131 países, inclusive no Brasil.

“Nós, do Google Maps, já usamos dados agregados e anônimos que indicam a movimentação em determinados lugares. Isso ajuda a identificar, por exemplo, vias com trânsito intenso ou horários de pico em restaurantes”, explicou a companhia, em comunicado assinado por Jen Fitzpatrick, vice-presidente de Geolocalização, e Karen DeSalvo, diretora de saúde do Google Health. “Agora, autoridades sanitárias nos disseram que esse mesmo tipo de dado agregado e anônimo poderia ser útil para tomar decisões fundamentais no combate à Covid-19”.

A Itália, país com maior número de mortes pela doença, com mais de 14 mil confirmações, adotou medidas rígidas para a circulação de pessoas. Praticamente todo o comércio está fechado, incluindo bares e restaurantes. Apenas mercados, farmácias e lojas de artigos considerados essenciais foram mantidos em funcionamento. A recomendação é que toda a população fique em casa. E isso se reflete nos dados coletados pelo Google. Lojas e estabelecimentos de lazer, que incluem restaurantes, cafés, shopping centers, parques temáticos, museus, bibliotecas e cinemas, registraram queda de 94% no movimento, enquanto em parques e espaços públicos ao ar livre — parques nacionais, praias, marinas, parques para cães, praças e jardins —a queda foi de 90%. Até mesmo em mercados e farmácias, que continuam abertos, a redução no público foi drástica: 85%. Mas apesar do avanço da doença, muitos precisam continuar trabalhando. O movimento em locais como escritórios e fábricas registrou queda de 63%.

Na Espanha, país europeu com maior número de casos confirmados — mais de 117 mil — e mais de 10 mil mortes, o cenário é o mesmo. Lojas e estabelecimentos de lazer registraram redução de 94% no movimento, enquanto parques e espaços públicos tiveram queda de 89%. Nos locais de trabalho, o percentual foi de 64%. Nos EUA, que já registram mais de 258 mil casos confirmados da doença, os números do relatório do Google indicam que as pessoas não restringiram tanto a circulação. Em lojas e estabelecimentos de lazer a redução do movimento foi de 47%; em parques, de apenas 19%; e em locais de trabalho, de 38%. A explicação está na dimensão do país, com estados sofrendo diferentes impactos da epidemia. Em Nova York, o mais afetado pelo coronavírus, o movimento em lojas e espaços de lazer despencou 62%, enquanto no Arkansas o percentual foi de apenas 29%. Nos parques, aquedado público nova-iorquino foi de 47%. Em Dakota do Sul houve um aumento de 126%.

A reação das populações frente à pandemia também difere entre países. O Japão, por exemplo, continua sendo um mistério para os cientistas. Vizinho da China, registrou seu primeiro caso ainda em janeiro. No mês seguinte, escolas foram fechadas e eventos foram proibidos. Mas a catástrofe esperada para o país com maior percentual da população idosa não aconteceu, e os casos confirmados da doença somam pouco mais de 2 mil, com apenas 60 mortes.

E os dados do Google mostram que a vida por lá segue quase normal. Lojas e estabelecimentos de entretenimento tiveram redução de apenas 26% na movimentação, enquanto nos parques a queda foi de 25% e nos locais de trabalho, de 9%. No Brasil, as lojas e estabelecimentos de entretenimento tiveram queda de 71% no movimento. Nos parques, a redução foi de 70% e nos locais de trabalho, de 34%. São Paulo, o estado que registra maior número de casos da doença, teve recuos de 72%, 71% e 37%, respectivamente. No Rio de Janeiro, segundo entre os estados com mais casos da Covid-19, os percentuais foram de redução de 72% em lojas e espaços de lazer, 74% em parques e 37% em locais de trabalho. Em Minas Gerais, as quedas foram de 66%, 46% e 30%. Os números são referentes ao dia 29 de março, em comparação com o período de cinco semanas, entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro. A empresa enfatiza que os dados são anonimizados, pertencentes apenas a pessoas que optaram por ativar o histórico de localização. “Esperamos que os relatórios sejam uma nova ferramenta para fundamentar decisões de enfrentamento à pandemia de coronavírus”, diz o Google no comunicado.

 


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