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BRASIL
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 19h:43

Renan Calheiros defende Temer

JULIA LINDNER, ALTAMIRO SILVA JUNIOR, DAIENE CARDOSO e ISADORA PERON
Da Agência Estado – Brasília
Em meio à crise do caso Geddel no Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou longa nota em defesa do presidente Michel Temer. Apesar de assumir que o ambiente é de crise, Renan afirma que o Senado se comportará com equilíbrio e garante a manutenção do calendário de votações da Casa, inclusive da PEC do Teto. "As alegações do ex-ministro da Cultura não afetam o Presidente Michel Temer, que reúne todas as condições para levar adiante o processo de transição. As mexidas ministeriais tampouco afetarão o calendário de votações do Senado, que inclui a PEC do limite de gastos e o projeto de abuso de autoridade", escreveu. O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), saiu em defesa do presidente Michel Temer. Em nota, Bauer questiona o depoimento de Calero à Polícia Federal, que acusou Temer de "enquadrá-lo" para favorecer interesses pessoais do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Para o líder tucano, "não parece adequado" para o PSDB que, depois de pedir demissão, Calero dê declarações que "comprometam" o presidente e seus ministros. "Por que o ministro que pediu demissão não falou desses problemas enquanto estava no cargo? Eu considero que as denúncias e as informações que estão sendo prestadas pelo ex-ministro cabem naturalmente aos setores responsáveis avaliar, mas a nossa manifestação do PSDB é de absoluta confiança no presidente Temer que está fazendo um bom trabalho", declarou Bauer. O líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE), disse ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a justificativa dada pelo ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para deixar o governo foi "extremamente sensata". Moura comentou que o peemedebista teve consciência de que sua saída diminuía a pressão e ajuda a preservar a estabilidade da base aliada, uma vez que o episódio gerou "uma certa turbulência" para o governo. O líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), afirmou ontem que a grande preocupação do governo é que a saída do ex-ministro Geddel Vieira Lima paralise votações importantes no Congresso. "Temos que evitar que esse episódio possa trazer maiores repercussões para o governo. Precisamos continuar o trabalho de votação das reformas e colocar o País nos trilhos", disse o deputado. Baleia afirmou ainda que o presidente Michel Temer teve uma atitude "altamente institucional" quando conversou com o então ministro da Cultura Marcelo Calero sobre a obra que interessava Geddel. GILMAR MENDES O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou ontem, que o episódio envolvendo o agora ex-ministro da Cultura Marcelo Calero e o ministro demissionário da secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, está sendo "magnificado". Questionado sobre o caso, que gerou até mesmo conversas sobre um pedido de impeachment de Temer entre a oposição, Gilmar Mendes minimizou a situação. "Parece que as coisas estão sendo magnificadas. Vejo algo inusitado nessa história de que o ministro teria gravado o presidente. Se isso ocorreu, vai para o Guiness (Book, livro de recordes). É uma coisa inusitada, absolutamente despropositada, que um ministro, ainda mais para um profissional do Itamaraty, tenha esse tipo de conduta. Realmente suscita preocupação", disse ele em rápida conversa com a imprensa após participar de um evento na Fiesp para celebrar os 20 anos da lei de mediação. Ele afirmou acreditar que o caso será tratado pelos meios adequados e será devidamente encaminhado. "Temos crises maiores do que esse episódio relativo a um flat em uma longínqua praia da Bahia", ironizou. Pressionado se acredita que a conduta de Geddel configuraria tráfico de influência, Gilmar Mendes disse isso terá de passar por exame oportunamente, se houver denúncia - e o STF for instado a analisar o caso.

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