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BRASIL
Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 19h:05

STF é acionado sobre ação na casa de Gleisi

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que a Advocacia Geral do Senado ingresse junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma reclamação questionando a questão de a entrada na residência da senadora Gleisi Hoffmann, onde reside o marido Paulo Bernardo, que foi preso ontem, tenha sido autorizada por um juiz de primeira instância. Investigado na Lava-Jato, Renan foi acionado pelo primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que ficou indignado. Em nota, a bancada do PT chamou a ação de "invasão". Segundo assessores de Renan, será uma "reclamação em virtude da busca e apreensão ter sido autorizada pela primeira instância". A reclamação dos petistas é que se trata de uma residência oficial do Senado e que, portanto, o Supremo teria que ser consultado. Vários senadores disseram que estavam indignados com o fato como ocorreu. A Polícia do Senado acompanhou a ação. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) divulgou, ontem, uma nota em sua página no Facebook afirmando que a operação que levou à prisão do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, teria como objetivo desviar o foco do governo interino de Michel Temer. Ela afirmou ainda que a ação teria relação com o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. "Não me cabe outra explicação que não o desvio de foco da opinião pública deste governo claramente envolvido em desvios, em ataques aos direitos conquistados pela população. Garantir o impeachment é tudo o que mais lhes interessa neste momento", diz trecho. Na nota a senadora questiona a prisão do marido. "Qual risco representa ele?", pergunta. Ela reclama ainda de os policiais terem levado o computador do filho adolescente. Embora o mandado de busca em questão deixe explícito que os policiais federais deveriam fazer apreensões apenas de bens pertencentes ao ex-ministro, resguardando tudo que tivesse a ver com a senadora, a advocacia analisa se os apartamentos funcionais são uma extensão das dependências do Senado e, portanto, a mera entrada em um deles deveria ser autorizada pelo STF. Ontem, após a conclusão da reunião da Comissão Processante do Impeachment, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) concordou com esse entendimento. “Para fazer busca e apreensão em um apartamento de um seandor é só com autorização do STF. Essa crítica, no meu entender, tem fundamento”, disse. Apesar disso, o líder tucano disse que a operação de ontem “mostra que as instituições estão funcionando” e que esse é “um novelo que não para de sair linha”. “Quanto mais se investiga, mais coisas descobrem”. Questionado sobre o que achou da decisão, o advogado da presidenta afastada Dilma Rousseff e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, preferiu não emitir opinião. “Eu não tenho condições de comentar essa decisão. Eu não vi a decisão, eu sei que existia um inquérito há muito tempo, não sei porque foi determinada a prisão preventiva. Eu tenho que tomar a devida cautela antes de emitir qualquer opinião”, disse.

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