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Cuiabá MT, Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020
CIDADES
Quarta-feira, 17 de Junho de 2020, 00h:00

PANDEMIA

Abertura do comércio acontece “no pior momento” em MT

O secretário de Estado de Saúde (Ses-MT), Gilberto Figueiredo, voltou a fazer um alerta quanto à flexibilização ou a abertura das atividades econômicas nos municípios mato-grossenses justamente no momento em que o número de casos de Covid-19 está em ascensão em Mato Grosso. Porém, o Estado não vai intervir na autonomia das prefeituras em determinar ou não medidas restritivas ao comércio, considerando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu autonomia aos municípios para adotar as estratégias de acordo com a realidade local.

“Estamos abrindo tudo no pior momento da pandemia. Nós fechamos tudo muito cedo, quando não tinha quase nenhum caso e, agora que a curva está ascendente, que a gente tem que segurar, estão flexibilizando e abrindo tudo. Não existe milagre para isso. Vai aumentar o número de casos, de infectados e vai aumentar o número de pessoas procurando assistência médica”, disse Figueiredo durante live à imprensa.

No Estado, o governo emitiu decreto 522/2020 orientativo e que apresenta indicativos e parâmetros para auxiliar a decisão a ser tomada pelos prefeitos. Por outro lado, o secretário reforça que a população também precisa fazer a sua parte. “Eu confesso que, às vezes, me sinto impotente. Se resgatarem minha fala desde o início foi sempre dizendo que essa pandemia é grave, sempre dizendo que ela chegaria no Estado, que passaríamos dias difíceis, que poderíamos colapsar e que não poderia ter leitos suficientes de UTI para atender todos os pacientes”, disse. “Eu já vi muita gente chorando, perdendo um ente querido e arrependido porque não adotou os conselhos que foram indicados”, acrescentou.

Figueiredo citou ainda que há médicos que atuam no combate à Covid-19 afirmando que a pandemia é inventada. “Tem uma boa parte da população que acredita que a pandemia não é verdade porque vai na onda de alguns depoimentos. Pasmem, tem médico que atua dentro de hospitais de referência gravando vídeo dizendo que essa pandemia é algo inventada, que é por interesse comercial de alguém ou por interesse político de alguém”, comentou. “Será que as 223 mortes são inventadas no Estado de Mato Grosso? Será que as 43 mil mortes, já somos se não me engano o segundo, terceiro em número de óbitos, isso é invenção?”, acrescentou.

Outra preocupação com possível “estrangulamento” da rede hospitalar. “Infelizmente, eu tenho que dizer muito que muito, provavelmente, essa será uma pessoa que vai ser infectada e poderá precisar de uma assistência que poderá faltar porque o país, o mundo, o estado e municípios não estavam preparados para isso. Nós já criamos mais leitos de UTI durante esses dois meses do que os que já existiram na história de Mato Grosso e mesmo assim para todo lugar que você olha há pessoas se comportando como se não tivesse em plena pandemia”, disse.

Até a tarde de segunda-feira (15), Mato Grosso confirmava 6.390 infectados pela Covid-19, sendo registrados 223 óbitos. As mortes mais recentes envolveram residentes de Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Várzea Grande, Sinop, Canarana, Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade. Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (1.857), Várzea Grande (557), Rondonópolis (509), Primavera do Leste (272), Tangará da Serra (245), Confresa (225), Sorriso (213), Lucas do Rio Verde (170), Sinop (164), Nova Mutum (138), Campo Verde (134), Barra do Garças (116), Pontes e Lacerda (105), Alta Floresta (103), Cáceres (68), Querência (67), Campo Novo do Parecis (62), Jaciara (60), Sapezal (53) e Guarantã do Norte (53).

Do total de casos, 3.485 estão em isolamento domiciliar e 2.386 estão recuperados. Entre os confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, 177 estavam internados em UTI e 190 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 75,9% para UTIs e em 23,3% para enfermarias. Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 50,1% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49,9% masculino; além disso, 1.764 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos.

 


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