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Cuiabá MT, Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020
CIDADES
Domingo, 19 de Julho de 2020, 11h:48

RAONI

Cacique Raoni, líder indígena, é internado em Sinop após passar mal

Cacique apresentou um quadro depressivo após a morte da mulher dele, há um mês, e teve complicações gastrointestinais e desidratação

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Raoni

Líder da etnia kayapó, o cacique Raoni Metuktire, de 89 anos, está internado desde a noite de sábado (18) em um hospital de Sinop (500 km ao Norte de Cuiiabá).

A informação foi confirmada pelo sobrinho-neto de Raoni, Patxon Metuktire.

O cacique, que é conhecido internacionalmente pela defesa dos direitos dos povos indígenas, foi internado em hospital de Colíder (650 km de Cuiabá) na última quinta-feira.    

Segundo a direção do Instituto Raoni, o cacique apresentou um quadro depressivo após a morte da mulher dele, há um mês. Ela tinha diabetes. Raoni, que vive no Parque Nacional do Xingu, em São José do Xingu, a 931 km de Cuiabá, teve complicações gastrointestinais e desidratação.    

O cacique foi internado após não conseguir se recuperar com remédios tradicionais. Foram feitos testes preventivos para o novo coronavírus, mas todos deram resultados negativos.    

Indicado ao prêmio Nobel da Paz em 2019, Raoni estava internado em um hospital de Colíder, mas foi transferido para Sinop, depois de seu estado piorar. Segundo o boletim médico, divulgado neste sábado (18) Raoni está acordado, mas se alimenta com dificuldade e se queixa de fraqueza. A piora do seu quadro é devido ao agravamento de uma anemia e problemas renais.    

"Raoni foi transferido para Sinop, onde vai fazer novos exames. Estou muito preocupado com meu tio. Vamos fazer tudo para ele ficar bom", disse o intérprete de Raoni, seu sobrinho Megaron Txucarramãe.        

O líder indígena é reconhecido internacionalmente pela luta que articula pelos povos indígenas. Em 1989, ele teve um encontro histórico com o cantor Sting durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA). Os dois se reencontraram em 2009 em São Paulo para conversar sobre a construção da Usina de Belo Monte.  

Em novembro de 2012, Raoni foi recebido pelo presidente da França, François Hollande, no Palácio do Eliseu. Na ocasião, o cacique pedia a preservação da Amazônia e dos povos que vivem na região.    

No ano passado, Raoni foi chamado pelo presidente Jair Bolsonaro de "peça de manobra" usada por governos estrangeiros para "avançar seus interesses na Amazônia".  

A declaração ocorreu após o cacique se encontrar com o presidente da França, Emmanuel Macron, em busca de apoio para a defesa da Amazônia.


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