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Cuiabá MT, Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
CIDADES
Terça-feira, 17 de Março de 2020, 00h:10

CORONAVÍRUS

Farmácias enfrentam falta de álcool em gel e máscaras

Com a confirmação de casos no país, a busca pelos produtos tem sido ainda maior, mas estão em falta nos estabelecimentos farmacêuticos

A procura por máscaras descartáveis e álcool em gel aumentou em Cuiabá e Várzea Grande desde que os casos suspeitos do novo coronavírus (Covid-19) passaram a ser monitorados no Brasil. Com a confirmação de casos no país, especialmente em São Paulo, a busca pelos produtos tem sido ainda maior nos últimos dias. Mas, há falta dos materiais em praticamente todas as farmácias, embora os órgãos de saúde afirmem que não há razão para pânico e orientem que apenas usem máscaras, as pessoas com os sintomas.

Ontem, em estabelecimentos farmacêuticos procurados pela reportagem do Diário, o álcool e as máscaras estavam em falta e, assim que a reposição é feita, são vendidos na mesma hora. “A procura pelo álcool em gel está muito grande. Está uma coisa fora do normal mesmo”, comentou o balconista da Drogaria Centro América, Alexandro dos Santos.

Segundo ele, a busca pelo álcool aumentou até 90%. “No nosso estoque, não tem. A gente procurou vários fornecedores que entregavam normalmente e ninguém também. Há uma semana chegou, mas estão impondo limites por CNPJ. A última liberação foi no máximo 24 unidades. Então, desses 24 que chegaram no período da tarde, no outro dia pela manhã já tinha acabado”, disse.

O valor do produto também sofreu aumento, embora até a semana passada o preço ainda se encontra acessível saindo por média de R$ 12,00 o frasco de 140 ml. “Mas, em outra farmácia estava vendendo por até R$ 27,00 um produto que a gente vendia por R$ 16,00”, observou dos Santos.

Da Drogaria Pague Menos, Janaína Coelho também informou que a procura é grande por todas as faixas etárias. “Tanto por parte de jovem como adulto a procura tem sido muito”, disse. “E, não estamos tendo em estoque. É chegar e vender no mesmo horário. Estamos aguardando uma nova demanda”, comentou. As máscaras, conforme ela, também está tendo bastante procura. “Também está em falta. Por hora estamos no aguardo, mas toda semana chega mercadoria”, frisou. A caixa com 50 máscaras fica em torno de R$ 40,00. Já o frasco álcool em gel de 500 ml está saindo por R$ 18,99.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as capitais Rio de Janeiro e São Paulo já registram caso de transmissão comunitária, quando não é identificada a origem da contaminação. Com isso, o país entrou em uma nova fase da estratégia brasileira, a de criar condições para diminuir os danos que o vírus pode causar à população.

“Não há uma regra única para todo o país. Cada região deve avaliar com as autoridades locais o que se deve fazer caso a caso. Neste momento, nós não temos o Brasil inteiro na mesma situação, por isso é importante analisar o cenário de casos e possíveis riscos”, informou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, por meio da assessoria de imprensa.

Com base na evolução dos casos no Brasil, até o momento, estima-se que, sem a adoção das medidas propostas pela pasta para prevenção, o número de casos da doença dobre a cada três dias. Atitudes adotadas no dia a dia, como lavar as mãos e evitar aglomerações, reduzem o contágio pelo novo vírus. Já a máscara é indicada apenas para quem está com sintomas de síndromes gripais, para que evitem a contaminação de outras pessoas que estão por perto. O Ministério da Saúde recomenda a redução do contato social o que, consequentemente, reduzirá as chances de transmissão do vírus, que é alta se comparado a outros coronavírus do passado.

Desde a última sexta-feira (13), as medidas gerais válidas, segundo o MS, a todos os estados brasileiros, incluem o reforço da prevenção individual com a etiqueta respiratória, como cobrir a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir e espirrar, o isolamento domiciliar ou hospitalar de pessoas com sintomas da doença por até 14 dias, além da recomendação para que pacientes com casos leves procurem os postos de saúde. As unidades de saúde, públicas e privadas, deverão iniciar, a partir da próxima semana, a triagem rápida para reduzir o tempo de espera no atendimento e consequentemente a possibilidade de transmissão dentro das unidades de saúde.

“Os vírus respiratórios se espalham pelo contato, por isso a importância da prática da higiene frequente, a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas, corrimão, são indispensáveis para a proteção contra o vírus. Até mesmo a forma de cumprimentar o outro deve mudar, evitando abraços, apertos de mãos e beijos no rosto”, destacou.

De acordo com o órgão federal, essas são as maneiras mais importantes pelas quais as pessoas podem proteger a si e sua família de doenças respiratórias, incluindo o coronavírus. Para os serviços públicos e privados, é indicado que disponibilizem locais para que os trabalhadores lavem as mãos com frequência, álcool em gel 70% e toalhas de papel descartáveis. Há ainda a orientação sobre o uso de máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

CASOS - Mato Grosso tem 11 casos de coronavírus (Covid-19) em investigação, sendo seis em Cuiabá. Os demais casos estão Aripuanã (1), Tangará da Serra (1), Lucas do Rio Verde (1), Araputanga (1) e Nova Xavantina (1). Os pacientes apresentam sintomas semelhantes à de doenças respiratórias e possuem histórico de viagem para locais onde há a circulação do novo vírus.

COMITÊ – Em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro e o secretário de Saúde, Luiz Antonio Pôzzas, apresentaram, ontem à tarde, os membros do Comitê de Enfrentamento ao coronavírus e medidas que serão adotadas pelo município com o objetivo de minimizar ao máximo os impactos que possam ser causados pela pandemia. 


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