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CIDADES
Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 20h:18

AVIAÇÃO

Índios pedem indenização da Gol

Aline Almeida
Da Reportagem
Índios da etnia Kayapó, que habitam a Terra Indígena Capoto/Jarina, região Oeste do município de Peixoto de Azevedo (673 km de Cuiabá) estão pedindo uma indenização de R$ 4 milhões pela queda de um avião da Gol Linhas Aéreas na região, ocorrida em 2006. O valor é referente aos “danos ambientais e espirituais” causados pela queda da aeronave no interior da terra indígena. Para apurar os supostos danos sofridos pela população indígena, o Ministério Público Federal em Mato Grosso instaurou um inquérito civil público. A indenização foi solicitada pelos índios em reunião realizada pela Procuradoria da República. Na reunião, os índios apontaram que os destroços pertencentes ao avião ainda se encontram no local. Segundo informaram os advogados da Gol, a retirada dos destroços era inviável em razão dos custos e da logística a ser empreendida, bem como pelos danos ambientais que seriam causados. Diante disso, as lideranças indígenas propuseram uma indenização em dinheiro a ser destinada ao Instituto Raoni, no valor de R$ 4 milhões, a fim de que fossem empregados em favor da comunidade Metukire (grupo da etnia Mebengokre Kayapó), da Terra Indígena Kapoto Jarina e “à luta dos povos indígenas”. Os advogados da empresa confirmaram que até fevereiro encaminhariam ao Ministério Público Federal uma resposta formal sobre a proposta. Contudo, conforme o MPF, não foi apresentada qualquer resposta pela empresa aérea. “Observa-se, ainda, a necessidade de aprofundar a instrução relativa aos danos gerados à comunidade indígena em razão da queda do avião da companhia área supracitada”, afirmou o procurador Wilson Rocha Fernandes Assis, em portaria. Wilson Rocha determinou que seja confeccionado um laudo contendo análise antropológica dos danos causados ao povo Kayapó em decorrência da queda da aeronave. Isso porque muitos dos destroços se encontram numa região que é considerada sagrada para os índios. A reportagem entrou em contato com a empresa Gol que, por meio da assessoria de comunicação, informou que não deve se pronunciar acerca do assunto, uma vez que ainda não foi notificada do inquérito. FATALIDADE – O acidente aconteceu no dia 29 de setembro de 2006, quando duas aeronaves se chocaram no ar. O Boeing 737-800 que operava o voo da Gol e um jato Legacy 600 colidiram. A aeronave da Gol saiu de Manaus com destino ao Rio de Janeiro e caiu na mata. Todas as 154 pessoas que estavam a bordo morreram.

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