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CIDADES
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016, 20h:29

CUIABÁ

Médicos reclamam de desconto no pagamento do prêmio saúde

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem
Médicos da rede pública de saúde de Cuiabá questionam a prefeitura sobre o alegado corte de 14% do prêmio saúde de médicos e demais servidores da secretaria de saúde de Cuiabá. Segundo a presidente do Sindicato dos Médicos, Eliana Siqueira, além do pagamento, os profissionais ainda cobrariam explicações sobre os problemas nos pontos que até hoje, segundo ela, desconta as horas extras - além da necessidade de pelo menos 50 profissionais nos setores de urgência e emergência. A categoria se reuniu em assembleia ontem. Para o Sindimed, o corte de salário é uma situação inadmissível, ainda mais que os médicos estariam trabalhando no limite, devido ao aumento de atendimentos de suspeitas de zika vírus. “O prefeito nos alegou corte de gastos. Agora, com tantos setores para cortar os gastos, ele escolheu exatamente a saúde, que necessita de cada vez mais incremento”, questiona Siqueira. Eliana afirma que o prêmio saúde é um incentivo financeiro criado para aumentar os “baixos salários pagos aos profissionais da saúde”, justificado pela meta da melhoria do índice de satisfação do usuário do Sistema Único de Saúde de Cuiabá. Ela diz ainda que estes cortes podem gerar inclusive demissões na área. “O salário de um médico hoje na rede pública municipal é de R$ 3.800, contra o piso nacional que é de R$ 12.141,97 para 20 horas semanais. O prêmio saúde para os médicos é lei e o Município somente pode alterá-lo por meio de lei. O recebimento está garantido e não pode ser reduzido em prejuízo dos servidores”, argumenta. “Além deste problema, também trabalhamos sem estrutura, sobrecarga de trabalho, com falhas grosseiras no registro de ponto e agora a prefeitura defere esse golpe, isso é inaceitável”, afirma Eliana. O Sindicato afirmou que uma greve da categoria não está descartada, caso não haja resposta por parte da prefeitura. A reportagem tentou contato com secretário de saúde Ary Soares, mas as ligações não foram atendidas. Histórico - Não é de hoje que vários impasses entre prefeitura e médicos acontecem. No ano passado, por exemplo, somente em novembro, os profissionais chegaram a suspender as atividades em três datas. Na época, o secretário avaliou que as paralisações não passavam de uma perseguição política. Em dezembro, a categoria paralisou novamente as atividades, por 24 horas, no entanto, decisão do Tribunal de Justiça considerou a paralisação como ilegal.

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