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Cuiabá MT, Sábado, 05 de Dezembro de 2020
CIDADES
Quarta-feira, 17 de Junho de 2020, 00h:00

AMAZÔNIA LEGAL

MT tem queda de 20% no desmatamento em maio

Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto “Imazon”, referentes ao período acumulado do calendário que vai de agosto do ano passado a maio deste ano, mostram que a destruição da floresta segue em alta. Nos últimos 10 meses, o desmatamento foi de 4.567 quilômetros quadrado (km²), um aumento de 54% em relação ao período anterior. Em Mato Grosso, essa variação foi de 16%, saltando de 656 km2 para 761 km2 no acumulado dos últimos 10 meses.

Contudo, levando em consideração apenas o mês de maio, o boletim aponta que a Amazônia perdeu 649 km² de floresta neste ano, uma redução de 19% em relação a maio de 2019. Porém, essa foi a segunda maior taxa de desmatamento registrada no mês de maio nos últimos dez anos. No ano passado, os satélites registraram um dos índices mais altos de desflorestamento de toda a série histórica do monitoramento. Diante do cenário, apesar da redução, o Imazon aponta que a derrubada da floresta ainda é preocupante.

Ao responder por 19% do total de área destruída, Mato Grosso ficou na terceira colocação no ranking dos estados responsáveis pela maior parte dos clarões na floresta no mês de maio passado. Mas, o Estado registrou queda de 20%, ao atingir 123 quilômetros quadrados destruídos em maio último contra 154 km2, no mesmo período de 2019. A liderança da lista ficou com o Pará com 40% da destruição da mata. Após, aparece o Amazonas (25%), Rondônia (10%), Acre (4%) e Roraima (2%).

Ainda no Estado, Colniza (1.065 quilômetros de Cuiabá) aparece entre os 10 municípios que mais desmataram a região da Amazônia. Por lá, foram derrubados 18 km2. Em primeiro vem Altamira, no sudeste do Pará, dispara no topo da lista com 97 km². Outros municípios como São Félix do Xingu (PA), Lábrea (AM), Apuí (AM), Novo Progresso (PA) e Porto Velho (RO) também aparecem no ranking.

Já as florestas degradadas na região somaram 16 quilômetros quadrados em maio de 2020, o que representa uma redução de 79% em relação a maio de 2019, quando a degradação detectada foi de 76 quilômetros quadrados. Em maio deste ano, a degradação foi detectada no Amazonas (38%), Pará (25%), Mato Grosso (19%), Acre (6%), Rondônia (6%) e Roraima (6%).

O Sistema de Alerta de Desmatamento é uma ferramenta de monitoramento, baseada em imagens de satélites, desenvolvida pelo Imazon para reportar mensalmente o ritmo do desmatamento e da degradação florestal da Amazônia. O SAD utiliza satélites, como Landsat 7 (sensor ETM+), com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens. O Imazon é um instituto brasileira de pesquisa, sem fins lucrativos, composto por pesquisadores brasileiros, fundado em Belém há 30 anos.

 


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