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CIDADES
Terça-feira, 05 de Janeiro de 2016, 20h:31

QUEIMADAS

MT teve quase 33 mil focos em 2015

Estado é o segundo colocado no ranking brasileiro, com o registro de 32.984 focos de calor, perdendo apenas para o Pará, que teve 44.798 focos

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Mato Grosso segue como um dos estados brasileiros com o maior número de focos de calor. Em 2015, o estado foi o segundo colocado no ranking de queimadas, com o registro de 32.984 casos, perdendo apenas para o Pará, que ficou em primeiro lugar com 44.798 registros. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), se comparado com o ano de 2014, houve um aumento de 16,8% no número de focos; naquele ano, foram detectados 28.267 focos. Esse é o segundo maior volume, desde 2010, quando foram registrados, 46.936. Sendo assim, houve a identificação de mais de quatro mil novos focos de incêndios florestais. O mês de setembro foi o mais critico, registrando 11.068 casos. Entre agosto e setembro, incêndios foram registrados no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, Manso e até mesmo nas áreas urbanas. O incêndio em Chapada consumiu uma média de 25 mil hectares de mata, sendo 3,3 mil hectares dentro do parque, que dá uma média de 10% do total. O incêndio teve início em 03 de setembro, mas só foi controlado alguns dias depois. Nesse meio tempo, mais de 100 pessoas atuaram no combate às chamas e o parque precisou ser interditado para visitação. Outro incêndio, supostamente criminoso, atingiu ainda o Parque Estadual Gruta da Lagoa Azul no mês de agosto, que mobilizou diversas forças de segurança para conter as chamas. Por conta das ocorrências, o período proibitivo de queimadas precisou ser prorrogado. Ele começou 15 de junho e foi até 15 de outubro. A decisão foi do Comitê do Fogo com base nas previsões do Inpe, que apontou aumento no período de seca no Estado, bem como a situação crítica da qualidade do ar, devido as fumaças das queimadas. Todas as ações desenvolvidas no ano passado para combate e repressão, foram emergenciais. Para este ano, novas ações começarão a ser desenvolvidas pelo comitê. O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Hector Péricles, que também é secretário-executivo do comitê, já havia destacado que a proposta é estruturar as unidades compostas por bombeiros em municípios com menos de 115 mil habitantes para realizar trabalhos de prevenção durante o ano todo. “Este ano tivemos 50 dias direto sem chuva na capital, além disso, não houve a famosa chuva do caju ou da manga, estamos em meio a mudanças climáticas”, já havia declarado Péricles. Apesar de citar as mudanças climáticas, o coordenador do Inep, Alberto Setzes, coloca a culpa no homem pelo aumento dos casos. “Em 2015, nós tivemos um ano climaticamente diferente porque a precipitação de chuva foi menor que a média, enquanto as temperaturas foram maiores. Mas não podemos colocar toda a culpa em cima do clima. A maior parte das queimadas foram causadas pelo homem”.

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