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Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 20h:16

TOCHA OLÍMPICA

Passagem histórica

A passagem da chama olímpica em solo mato-grossense foi motivo de muita alegria para a população

Aline Almeida
Da Reportagem
De atletas a cidadãos comuns, assim foi feito o revezamento da Tocha Olímpica em Cuiabá. O primeiro dia da chama olímpica em solo mato-grossense foi motivo de muita alegria, principalmente para quem carregou o símbolo. Ao todo, 136 pessoas em Mato Grosso tiveram o privilégio de ter nas mãos a chama olímpica, além é claro de representar o Estado. A passagem que continua hoje percorre, em dois dias, cinco cidades de Mato Grosso. Uma das pessoas que carregaram a chama olímpica foi Maria Aparecida Souza de Lima. Atleta olímpica na modalidade de salto, a representante de Mato Grosso foi indicada pelo Comitê Olímpico Brasileiro para carregar a tocha. “É uma sensação inexplicável. Me senti como em 1996, quando entrei no estádio para competir na Olimpíada de Atlanta”, disse. A estudante Larissa Tywaki, da Escola Indígena Kura Bakairi, da Aldeia Pakuera, considerada um espelho para meninos e meninas da região, também teve privilégio de carregar a tocha. Larissa viaja 100 km todos os dias em estrada de terra para poder treinar em Paranatinga. A servidora Marisa Giraldelli, que trabalha há mais de 37 anos como professora e é diretora de um Centro de educação de jovens e adultos de Cuiabá, também participou do revezamento. O sargento do Corpo de Bombeiros Dirlei Medeiros, acostumado inclusive arriscar a vida para salvar outras vidas, estava entre os 136 revezadores. No meio dos tão jovens representantes apareceu Adão de Carvalho, de 70 anos. Fumante até os 60 anos, encontrou no esporte motivo para abandonar o vício. Entre os revezadores apareceu Fernando Bezerra um garoto de 16 anos que luta pela vida desde que nasceu. Cadeirante, já passou por mais de 20 cirurgias e, mesmo com todos os obstáculos que a vida lhe impõe diariamente, ele transborda felicidade. As limitações físicas não conseguem parar o jovem: ele pratica basquete em cadeira de rodas, musculação, natação, remo, muay thai adaptado e outros. “Carregar a tocha é a premiação de todo meu esforço”, disse. Jefferson Neves, que trabalha na formação de atletas, também fez parte do revezamento. Ele que em 2012 conseguiu levar o nadador Felipe Lima para a Olimpíada de Londres, fala da sensação de carregar a tocha. “Para nós, que temos experiência no esporte, é muito gratificante. Mesmo que não estejamos participando dos jogos, estamos levando a chama olímpica, que faz parte de todo contexto”, diz. A corredora Jorilda Sabino, símbolo do atletismo mato-grossense, ficou conhecida principalmente pelos bons desempenhos na Corrida de São Silvestre e considera o revezamento como uma forma de integração. “É uma conquista, um reconhecimento para todos nós”, disse. Já em Várzea Grande, um dos revezadores que mais chamou a atenção foi o professor de educação física Luciano Marcelo de Campos, que ficou cego após contrair uma doença devido a infestação de pombo. Hoje o professor tem um trabalho social e ensina práticas esportivas para os alunos, adequadas aos deficientes visuais. “Para mim é uma emoção ser um dos revezadores da tocha. Esse é um momento único”, diz.

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