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Cuiabá MT, Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020
CIDADES
Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020, 00h:00

REDE ESTADUAL

Sintep aponta falta segurança sanitária para volta às aulas presenciais

Da Reportagem

Todos os profissionais da rede estadual de educação, até mesmo os do grupo de risco, caso desejem, foram convocados a voltarem para as escolas. Contudo, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), apesar do documento da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulgar procedimentos de segurança à Covid-19, as escolas informam que essas recomendações funcionam apenas no papel.

No próximo dia 26 deste mês, a Seduc já informou que inicia aulas intensivas para os estudantes do 3º ano inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. As atividades serão realizadas de forma presencial e pelas redes sociais. E, um orientativo foi enviado para as unidades escolares pela Seduc, que está embasada pelo decreto governamental nº 658/2020 que restabelece as atividades presenciais no poder executivo estadual.

De acordo com o Sintep-MT, a falta de adequações ou mesmo de recursos para aquisição de equipamentos de proteção contra a doença gerou indignação dos profissionais da rede estadual diante da convocação para retorno imediato às atividades nas unidades escolares. Dirigente do sindicato e gestor escolar em Poconé, Ricardo Assis, informou por meio da assessoria de imprensa, que há um questionamento muito grande da comunidade escolar sobre os encaminhamentos.

“As escolas não receberam adequações para atender estudantes e professores nesse retorno. São dez meses de suspensão das atividades e o governo não adotou medida alguma. Não há mudanças estruturais ou material para essa volta. Empurram a responsabilidade para a escola e não se preocupam com profissionais ou estudantes”, avalia.

Presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, recorda ainda o descumprimento à lei do auxílio emergencial para professores interinos desempregados por decisão do governador; a falta de planejamento das aulas remotas, a sobrecarga na jornada e no bolso, quando deixa sob responsabilidade do professor assegurar equipamentos e conectividade para as aulas virtuais e, mais recentemente, o veto ao projeto de testagem da Covid-1 aos profissionais da educação nesse retorno.

O sindicato propõe que a categoria faça a avaliação do documento e debata sobre os encaminhamentos. Segundo Valdeir Pereira, a pauta será tratada no Conselho de Representantes, nos dias 24 e 25 de outubro, quando se deliberará encaminhamentos sobre o eventual retorno das aulas presenciais.

MUNICÍPIOS – Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que, em Mato Grosso, 70,4% dos prefeitos não acreditam na possibilidade de retomada das aulas presenciais ainda neste ano. A consulta foi realizada em setembro e contou com a participação de 108 cidades do Estado.

A intenção foi retratar os desafios das gestões municipais e as ações educacionais realizadas durante a pandemia do novo coronavírus, assim como as medidas que estão sendo pensadas para reabertura das unidades escolares e a garantia do ano letivo. De acordo com a pesquisa, 89 municípios ainda não possuem data definida para reabertura das escolas da rede municipal. “Quase todos os gestores (98,1%) afirmaram que estão sendo oferecidas atividades pedagógicas não-presenciais aos estudantes, tanto da educação infantil quanto do ensino fundamental”, apontou a CNM.

Em Cuiabá, por exemplo, o prefeito Emanuel Pinheiro prorrogou a suspensão das atividades presenciais nos colégios do município até o fim deste mês. Nas escolas mantidas pelo sistema privado, o retorno foi autorizado para o ensino infantil em setembro passado. Já os ensinos fundamental e médio também permanecem com os portões fechados. As aulas presenciais estão interrompidas desde março passado.

Ainda, segundo o levantamento da CNM, do total de cidades que estão adotaram o ensino remoto, 105 (99,1%) têm distribuído materiais impressos, com estratégias diversificadas aliadas a outros tipos de atividades por meio de recursos digitais, como aulas gravadas, plataformas de ensino, televisão, rádio e aplicativos.


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