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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 20h:28

TRANSPORTE

Taxistas prometem fazer pressão contra aplicativo

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Preocupados com a perda de mercado, taxistas prometem pressionar a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores para que seja barrado o serviço prestado pela empresa Uber, que opera desde ontem em Cuiabá. Eles não descartam, inclusive, recorrer à Justiça. “Vamos cobrar da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) a aplicação da lei por que a empresa Uber não tem autorização e nem regulamentação para atuar na cidade. É um serviço clandestino”, justificou o presidente do Sindicato dos Taxistas, Adailton Lutz Leite Bispo. “Vamos à Prefeitura, à Câmara de Vereadores, ao Ministério Público e à Justiça, se for necessário”, acrescentou. Outro argumento usado pela categoria para tentar barrar o funcionamento do aplicativo é a segurança dos clientes. Por este motivo, conforme Bispo, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro (RJ) teria aprovado projeto de lei proibindo o serviço. O motivo seria o fato de que o uso da tecnologia possibilita a aplicação de golpes, como o do falso motorista. “Além do mais, a prerrogativa do transporte de passageiros é do táxi. Os motoristas do Uber trabalham ilegalmente como taxistas, prejudicando toda uma categoria, com até 40 anos de trabalho, que obedece às leis, investe recursos próprios no serviço e arca com todas as obrigações legais do serviço de táxis”, reforçou. Ele destaca ainda que o taxista paga anualmente R$ 650,00 para renovação de alvará, mais R$ 178,00 para renovar carteira de taxista, mais R$ 140 de vistoria, além dos custos com manutenção e combustível. Cuiabá é a 32ª cidade no Brasil a receber o aplicativo. De acordo com a gerente de Comunicação da empresa, Letícia Mazon, existe uma legislação federal denominada “Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU)”, que ampara a operação da empresa no Brasil. “A PNMU estabelece duas categorias diferentes de transporte individual. Um é o serviço de transporte individual público, que é regulamentado como táxi. O outro é o transporte individual privado, que é o que os motoristas da Uber fazem. Por isso, é que nós temos mais de 40 decisões dada pela Justiça brasileira que confirmam a legalidade dos serviços prestados pela Uber e pelos parceiros”, afiançou.

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