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CIDADES
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 20h:29

CASO MAIANA

Tribunal de Justiça liberta o mandante de assassinato

Aline Almeida
Da Reportagem
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça acolheu o pedido da defesa do empresário Rogério da Silva Amorim. Ele foi condenado pelo Júri Popular a 20 anos e três meses pela morte da jovem Maiana Mariana Vilela. A decisão do júri condenou Rogério por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Uma decisão anterior concedia uma semana após a condenação a liberdade provisória ao empresário. Nesta nova decisão, do dia 23 de novembro, a Terceira Câmara Criminal acolheu por unanimidade o pedido de liberdade em habeas corpus, formulado pelo advogado André Stumpf Jacob Gonçalves. A defesa alegou a inexistência de contemporaneidade em relação ao crime. Foi salientado, ainda, a existência de predicados favoráveis. O advogado argumentou que Rogério está em liberdade desde 2013 e neste período compareceu em todas as situações em que foi intimado. E ainda que o mesmo não oferece qualquer risco as testemunhas ou instrução penal. Maiana foi morta no dia 21 de dezembro de 2011. Ela e Rogério, que era casado, tinham um casamento extraconjugal há pelo menos um ano e meio. O ex-namorado Rogério Amorim teria dado um cheque de R$ 500 para Maiana descontar e pagar o caseiro de uma chácara, na região do Coxipó do Ouro. A esposa de Rogério chegou a ser investigada por participação no caso, no entanto, não houve provas da participação da mesma. O caseiro era Paulo Ferreira, que a teria matado minutos depois, com ajuda de Carlos Alexandre. Depois de morta, o corpo da jovem teria sido levado até o empresário Rogério para o mesmo confirmar a morte e, em seguida, enterrado em uma área verde, próximo à Ponte de Ferro. Já em decomposição, os restos mortais da vítima foram encontrados cinco meses depois, em 25 de maio de 2012. Um exame de DNA constatou que o corpo encontrado era de Maiana e só então a família pode enterrar os restos mortais. Rogério, Carlos e Paulo ficaram presos menos que um ano e agora aguardam o julgamento em liberdade. No júri popular que durou dois dias além de Rogério Amorim, foram condenados Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre Nunes da Silva. Paulo foi condenado a 18 anos e 9 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, em regime fechado. Já Carlos Alexandre foi condenado a 1 ano e seis meses pelo crime de ocultação de cadáver, em regime aberto.

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