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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016, 20h:28

TRANSPORTE

Uber opera a partir de hoje em Cuiabá

A plataforma Uber, que conecta usuários a motoristas cadastrados na empresa por meio de um aplicativo, inicia às 14 horas de hoje sua operação

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A plataforma de tecnologia Uber, que conecta usuários a motoristas cadastrados na empresa por meio de um aplicativo, inicia às 14 horas de hoje sua operação, em Cuiabá. A capital cuiabana é a 32ª cidade no Brasil a receber o aplicativo, que enfrenta resistência dos taxistas que consideram o serviço ilegal. A chegada da Uber foi anunciada ontem pela gerente de Comunicação da empresa, Letícia Mazon. Na cidade, será oferecida a modalidade “Uber X”, categoria com carros mais compactos, ano/modelo 2008 ou mais novos, com quatro portas, ar condicionado e preços mais acessíveis. Conforme Mazon, a tarifa da viagem é calculada com base na quilometragem e no tempo de deslocamento: a tarifa de base - custo de chamada - é de R$ 2,50, acrescida de R$ 1,20 por quilômetro e R$ 0,15 por minuto. O valor mínimo da viagem é de R$ 5,00 (cobrado somente após cinco minutos, mesmo em caso de cancelamento). Pelo aplicativo é possível estimar o valor da viagem antes de solicitar o carro. A empresa não informa o número de motoristas parceiros por cidade. Mas, segundo Mazon, já são mais de 50 mil em todo país. O motorista paga à empresa 25% de cada viagem pelo uso da plataforma tecnológica. “A gente criou um aplicativo que conecta usuários que querem se movimentar de um lado a outro na cidade e com motoristas que querem trabalhar”, comentou. “Vimos que a verdadeira mudança que podíamos trazer para as cidades era um transporte mais acessível e confiável para mais gente e mais lugares”, acrescentou. Para solicitar um carro, o usuário deve instalar gratuitamente o aplicativo Uber em seu smartphone, realizar seu cadastro e informar sua localização. O aplicativo identifica o motorista mais próximo e envia o nome e a foto do condutor, bem como detalhes do modelo e placa do carro e a classificação dele como motorista. O cadastro é apontado como um item de segurança e, os condutores, passam por uma checagem dos antecedentes criminais. Outro quesito é o uso da própria tecnologia. “A Uber agregou camadas de tecnologia antes, durante e depois de cada viagem para tornar o serviço mais seguro possível. Além do usuário saber que o nosso parceiro passou por uma checagem criminal, saber o nome, a marca e a placa, ao entrar no carro, o aplicativo possibilita a ele o compartilhamento da rota em tempo real, com o pai, mãe ou um amigo”, explicou. Quando uma possível proibição por parte do poder público municipal, Mazon argumenta que existe uma legislação federal denominada “Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU)”, que ampara a operação da empresa no Brasil. “A PNMU estabelece duas categorias diferentes de transporte individual. Um é o serviço de transporte individual público, que é regulamentado como táxi. O outro é o transporte individual privado, que é o que os motoristas da Uber fazem. Por isso, é que nós temos mais de 40 decisões dada pela Justiça brasileira que confirmam a legalidade dos serviços prestados pela Uber e pelos parceiros”, afiançou. A gerente defende ainda que a Uber não concorre com os táxis, mas com os próprios carros particulares. Dentro desse contexto, ela frisa que, assim como qualquer outra indústria de tecnologia, a Uber paga impostos, caso contrário não conseguiria operar e, no caso dos parceiros, estes não têm isenções que são concedidas a outros modais, como é o caso do táxi. Entre essas isenções, estão IPI, IPVA e ISS. Obrigatoriamente, a Uber tem um sistema de avaliação de mão dupla, ou seja, depois de cada viagem o usuário avalia o motorista e vice-versa. “Essa avaliação é para manter uma relação de respeito e a plataforma saudável para os dois lados”, disse. Os parceiros precisam ter nota mínima de 4,6, de cinco estrelas, para manter-se na plataforma.

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