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Cuiabá MT, Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
CIDADES
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019, 16h:32

TRAGÉDIA NA VALLEY

Única sobrevivente de grave acidente tem alta

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Vítima de um grave acidente de trânsito, a estudante de Direito Hya Girotto Santos, 21 anos, teve alta médica na noite da última segunda-feira (14). Ela e outros dois amigos foram atropelados em frente à Boate Valley Pub, que fica na Avenida Isaac Póvoas, em 23 de dezembro do ano passado. Hya Santos estava internada no Hospital Geral (HG) desde o dia 28 de dezembro, quando foi transferida do pronto-socorro para realizar cirurgias de alta complexidade. Ela passou por pelo menos quatro procedimentos cirúrgicos, sendo dois no ombro direito, um para desobstrução de uma artéria e um cirurgia para corrigir uma fratura no braço esquerdo. A universitária foi atropelada pela professora substituta de Biologia, Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, 33 anos, que conduzia um Duster Oroch. Também foram atingidos a universitária Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, que morreu no local, e Ramon Alcides Viveiros, 25, que não resistiu aos ferimentos e faleceu cinco dias após o acidente. Com sinais de embriaguez, Rafaela Screnci foi detida pela Polícia Militar (PM) e se negou a fazer o exame do “bafômetro”. Ainda no local, uma equipe da Polícia Civil elaborou um “auto de constatação de embriaguez”, que aponta sinais aparentes de ingestão de álcool. Após ficar detida por um dia, a bióloga passou por audiência de custódia e foi liberada mediante pagamento de fiança de R$ 9,5 mil. Contudo, recentemente, a Justiça aceitou o pedido do Ministério Público Estadual (MPMT) e aumentou para R$ 28,5 mil a fiança para que a bióloga continue em liberdade. O Ministério Público alegou que “o valor da fiança deve ser aumentado levando-se em conta a gravidade da ação, da grande repercussão dos fatos, das graves consequências dos fatos e, ainda, por servir a fiança como garantia para pagamento de indenização do dano”. Assim, o magistrado considerou que a fiança de R$ 9,5 mil, arbitrada na audiência de custódia, foi a correta, considerando que Rafaela Screnci era primária e de bons antecedentes; sem periculosidade e que o valor era quase o dobro do salário mensal dela. Porém, o juiz entendeu que “o dinheiro ou objetos dados como fiança servirão, também, para o pagamento de indenização do dano causado pelo custodiado, de modo que, quanto a este quesito, a fiança arbitrada, de fato, não se mostra suficiente para garantir futura indenização, sendo lícito, portanto, o reforço da fiança”. O magistrado considera ainda que o carro da custodiada é, “sem dúvida, de valor superior ao valor pretendido, pelo MP, a título de reforço, logo, merece deferimento o presente pleito, tendo em linha de estima que o importe colimado não ultrapassa as condições pessoais de fortuna da custodiada”.

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