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Cuiabá MT, Terça-feira, 14 de Julho de 2020
CUIABÁ URGENTE
Terça-feira, 01 de Novembro de 2016, 18h:17

Cuiabá Urgente 01-11-2016

Derrota Apesar do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, afirmar que a derrota de Wilson Santos (PSDB) em Cuiabá não foi uma derrota política do governador Pedro Taques (PSDB), muita gente acha o contrário. Paiaguás Prova disso é que desde o último domingo várias personalidades políticas elevaram o tom de críticas ao atual governo. Principalmente aqueles que estão de olho na cadeira do Paiaguás em 2018. Oposição O PSB, do atual prefeito Mauro Mendes, que oficialmente apoiou o candidato Wilson Santos (PSDB) na eleição de Cuiabá, não ficou um minuto na oposição após a contagem dos votos no domingo. Situação O presidente estadual da sigla, deputado Fábio Garcia (PSB), anunciou que a bancada de vereadores do partido – que elegeu três vereadores – apoiará Emanuel Pinheiro (PMDB) em 2017. Alguém tinha dúvida? Vida Se a vida do servidor público estadual em Mato Grosso não está fácil, imaginem só como anda a do seu colega no Rio Grande do Sul. Na segunda, os daqui receberam R$ 3 mil. Os de lá, só R$ 450. Tempo Aqui entramos no segundo mês de mudança no pagamento. No Rio Grande do Sul eles estão entrando no nono mês consecutivo de parcelamento do salário dos servidores estaduais ligados ao Poder Executivo. Diminuindo O pior é que a primeira parcela vem diminuindo com o tempo, em decorrência do agravamento da crise. Em setembro e agosto, foi de cerca de R$ 800. Em abril, ficou em R$ 1.250. Moda? O problema é que vai que se esta moda pega por aqui? Basta lembrar que no mês passado, o escalonamento começou com R$ 6 mil. Este mês caiu para R$ 3 mil. E a crise – responsável pelo problema – continua. Animados Os mais animados com a vitória de Emanuel Pinheiro são os deputados Zeca Viana (PDT) e Janaína Riva (PMDB), que curiosamente são os dois mais aguerridos opositores ao governo Taques na Assembleia. Convite O atual presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Antônio Joaquim, não esconde de ninguém querer retornar ao mundo da política eleitoral. Convite dos partidos é que não falta. Basta ele escolher onde colocará seus pés. Alerta Somados, os eleitores que não votaram, os que votaram em branco e os que anularam o voto tinham força política para eleger qualquer candidato no pleito municipal concluído no último domingo. Na maioria das capitais e cidades que tiveram um segundo turno eleitoral, os votos em ninguém foram mais numerosos do que os apurados para os candidatos eleitos. Opção Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 10,7 milhões de pessoas optaram por não chancelar a escolha dos candidatos que governarão seus municípios pelos próximos quatro anos. Razões As razões são variadas, mas convergem para uma evidência inequívoca: o desencanto dos cidadãos com a classe política. O brasileiro está criando uma aversão aos políticos. Democracia Evidentemente, muitos desencantados também votaram, talvez mais por acreditar na democracia representativa do que propriamente nos partidos políticos e nos postulantes a cargos públicos. Estarrecedor Mas o contingente de não-votantes, somado aos eleitores que foram às urnas e renunciaram à escolha, assumiu proporções estarrecedoras. E deixou uma silenciosa mensagem de rejeição aos políticos. Motivos Motivos para isso não faltam: os escândalos de corrupção, os conluios pelo poder, a frágil identidade programática dos partidos, as negociatas e a pouca eficiência das administrações públicas. Desafio Vitoriosos e derrotados, portanto, têm um mesmo desafio: recuperar a confiança da população. Cabe debater prioritariamente, neste momento, como os eleitos superarão a descrença e governarão com legitimidade, sem ter apoio da maioria de suas populações. Clamor O voto em ninguém não pode ser interpretado apenas como manifestação de ressentimento das correntes que não tinham candidatos. É mais do que isso: é um clamor do país por mudança no modo de se fazer política.

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