Quarta feira, 20 de agosto de 2014 Edição nº 9797 01/12/2000  










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Casa Irmã Dulce terá sede própria

A pedra fundamental da obra, que terá apoio de construtoras, foi lançada ontem pela manhã

Evilázio Alves/DC
Laine de Souza, que sofre de anemina falciforme e talacemia, observa a pedra fundamental da Casa
ALECY ALVES
Da Reportagem

A Casa Transitória Irmã Dulce, uma antiga e importante entidade de ajuda aos doentes carentes de outros municípios e estados, vai ganhar sede própria.

Em um terreno de 1.632 metros, doado pela Prefeitura de Cuiabá, empresários do setor da construção civil devem construir um prédio com 676 metros de área coberta dotado de 40 leitos, refeitório, enfermaria, setor de administração e sala de atividades de recreação e lazer.

Ontem, às 9 horas, foi lançada a pedra fundamental da nova sede, mas não há previsão para o término das obras. A construção ainda depende de doações de recursos e materiais. A engenheira Rosemeire Martins Cotina, da Plaenge, coordenadora da obra, adiantou que com o que arrecadaram até agora vão começar a fundação do terreno.

A expectativa do presidente do Sindicato da Construção (Sinduscon), Oscar Soares Martins, é que com o início das obras outras empresas, independente do setor, se juntem em prol do projeto da Casa Irmã Dulce.

Para o presidente da Casa Irmã Dulce, Carlos Alberto Prado, a iniciativa dos empresários da construção mostra que há um sentimento coletivo de humanização. “É um momento ímpar”, avaliou Prado destacando a importância da obra para a casa que até pouco tempo funcionava em um prédio condenado pela Defesa Civil.

Criada há 10 anos, a Casa Irmã Dulce funciona atualmente em uma sede provisória no bairro CPA IV. Antes era no antigo prédio da creche São Francisco, na rua Pedro Celestino, no centro. Primeiro atendiam nos fundos da creche, num espaço cedido pelo coronel José Meirelles e sua mulher, Zulmira Meirelles, diretores da creche. Com a transferência da creche, contou Prado, assumiu o prédio todo, de onde tiveram de sair porque parte da casa desabou.

A Casa Irmã Dulce atende 40 pessoas, doentes e acompanhantes, vinda de diversos pontos do país para tratamento em Cuiabá. Tem quatro funcionários (que estão sem receber há dois meses), diversos voluntários. Tem a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Bem-Estar Social, como uma das parceiras, mas depende também de doações de empresas e pessoas para garantir serviços e alimentação.

A primeira dama Iraci França, que participou do lançamento da obra, disse que espera que mais empresas e a comunidade participem do projeto de construção e da manutenção da Casa. “É uma entidade séria que tem o nosso apoio e certamente terá o dos empresários e da comunidade”, completou a primeira dama.

Há sete anos dona Nilce Pântano Sousa, que mora em Cacoal (RO), vem a Cuiabá pelo menos duas vezes por ano com a filha Laine, de 10 anos. Elas ficam na Casa Irmã Dulce. A menina sofre de anemia falciforme e Talacemia, doenças crônicas que exigem cuidados especiais. “A minha sorte é que tem essa casa, se não ficaria na rua”, avaliou Nilce.



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