Sexta feira, 23 de agosto de 2019 Edição nº 15219 15/05/2019  










CORTES DE VERBAAnterior | Índice | Próxima

Trabalhadores da educação paralisam atividades hoje

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Os trabalhadores da educação básica e superior de Mato Grosso cruzam os braços, hoje (15), em protesto contra os cortes de verbas para a rede pública de ensino em todo país, anunciados na semana passada pelo ministro da Educação Abraham Weintraub, e contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e em tramitação no Congresso Nacional. \r\nO anúncio do corte de recursos aumentou o apoio à greve nacional da categoria, convocada no início de abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) para defender a aposentadoria e o ensino público e funcionar como um esquenta para a greve geral da classe trabalhadora marcada para o dia 14 de junho. \r\nHoje, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), docentes e servidores administrativos aderiram ao movimento. Por lá, estão programadas mobilizações nas guaritas com panfletagem, no início da manhã. Após, os manifestantes seguirão em arrastão pelos blocos da universidade, dialogando com a população em geral sobre a situação da educação pública e da própria UFMT. À tarde, tem concentração no Restaurante Universitário (RU) para seguir em carreata, com carro de som, até a Praça Alencastro, no Centro, de Cuiabá. Também estão previstos atos em Sinop e no Araguaia. “O orçamento da universidade simplesmente acaba no mês de junho. Não haverá recursos para nada. Inicialmente, o orçamento de custeio da UFMT seria de R$ 106 milhões para 2019, sendo que as despesas são de R$ 120,8 milhões. O Governo decretou o corte de 30% deste orçamento, ou seja, todo o custeio não pode ultrapassar R$ 75,5 milhões. Não há mágica, a universidade fecha as portas”, disse o coordenador geral do Sindicato dos Técnicos Administrativos, Fábio Ramirez. Na UFMT, o corte é da ordem de R$ 34 milhões.\r\nA Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Mato Grosso também convocou toda a classe trabalhadora do Estado para apoiar a greve dos profissionais do ensino. “A categoria tem razões de sobra para deflagrar a greve e a classe trabalhadora tem as mesmas razões para apoiá-la. Os problemas causados pelas medidas adotadas pelo atual governo à educação afetam diretamente os professores e toda a população que depende da educação pública, universal e de qualidade”, argumenta a CUT.\r\nTRANSPORTE – Em reunião realizada na última segunda-feira (13), o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (Sintrobac) decidiram aderir à greve geral marcada para o próximo dia 14 de junho. “O movimento é na verdade um toque de alvorada para o gigante que dorme e agora vai acordar com força total. Nós, trabalhadores, não podemos assistir ao desmonte da aposentadoria e o enfraquecimento de nossas entidades de forma passiva. Mas, os trabalhadores darão sua resposta nas ruas desse nosso país”, afirmou Ledevino da Conceição, presidente do Sintrobac. \r\nA realização da greve geral é uma iniciativa de todas as Centrais Sindicais brasileiras em defesa do direito de aposentadoria e em repúdio à Proposta de Emenda (PEC) à Constituição da Reforma da Previdência. A paralisação do dia 14 conta ainda com a adesão de categorias como a da educação.

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