Segunda feira, 20 de maio de 2019 Edição nº 15220 16/05/2019  










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Metropolitano está sem aparelho de ultrassonografia

Da Reportagem

Além de ainda não possuir habilitação do Ministério da Saúde (MS) para cirurgias bariátricas, o Hospital Metropolitano de Várzea Grande está sem aparelho para realizar exames de ultrassonografia. Os problemas foram constatados durante uma visita técnica feita pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) na unidade hospitalar, que é referência nos procedimentos bariátricos e ortopédicas e atende pacientes regulados de toda a Baixada Cuiabana.

Inaugurado em 2011, o Metropolitano conta com 10 especialidades médicas e 68 leitos, sendo 10 de unidade de tratamento intensivo (UTI), atende em média 250 pacientes ortopédicos e realiza 30 cirurgias bariátricas por mês, sendo a única unidade do estado a realizar esse tipo de procedimento pelo sistema Único de Saúde (SUS). O custo mensal do hospital é de cerca de R$ 4 milhões, sendo R$ 500 mil apenas com as cirurgias bariátricas.

Durante a visita, os deputados Paulo Araújo (PP) e Dr. Gimenez (PV) conheceram as instalações do hospital, acompanhados do secretário de Estado de Saúde (Ses), Gilberto Figueiredo, e de técnicos da unidade e da Comissão de Saúde. Segundo Figueiredo, embora a cirurgia bariátrica seja uma das principais especialidades do hospital, a unidade ainda não possui habilitação do Ministério da Saúde para esse tipo de procedimento e, por esse motivo, não recebe recursos do governo federal.

Porém, o secretário afirmou que estão sendo feitas adequações no local para atender os critérios exigidos para a habilitação. “Até o final desse mês esperamos atender todos os requisitos legais necessários para pleitear junto ao Ministério da Saúde a habilitação das cirurgias bariátricas e, assim, começar a receber recursos do governo federal, o que vai possibilitar ampliar o atendimento para além das 30 cirurgias ao mês programadas inicialmente”.

O hospital também se encontra atualmente sem aparelho para realizar exames de ultrassonografia. Em relação a essa questão, a secretária-adjunta de Gestão Hospitalar, Deisi Bocalon, afirmou que está sendo elaborado termo de referência para contratação de serviços terceirizados para imagem e tomografia. Apesar das demandas, o presidente da Comissão de Saúde, deputado Paulo Araújo, classificou como positiva a situação geral da unidade.

“O Hospital Metropolitano de Várzea Grande tem uma estrutura física relativamente boa e vem atingindo o objetivo de ser um hospital-referência em traumatologia e cirurgia bariátrica. Até então os procedimentos aqui realizados são pagos com recursos próprios da Secretaria de Estado de Saúde e, do ponto de vista de análise da comissão, a unidade cumpre seus requisitos e apresenta uma estrutura humanizada, vista da ótica do paciente. Claro que algumas coisas ainda precisam melhorar, mas de fato o hospital vem cumprindo o seu papel de produzir bons resultados para o Sistema Público de Saúde de Mato Grosso”, disse por meio da assessoria de imprensa.

O parlamentar afirmou que a Assembleia Legislativa está atuando junto ao governo do estado para melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população. “Estamos nos deslocando às unidades hospitalares para conhecer suas realidades ‘in loco’ pela ótica do paciente. Estamos produzindo relatórios técnicos com o objetivo de ajudar, propondo soluções e alternativas junto à gestão estadual, bem como buscando formas de financiamento. Esse é o propósito da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa: contribuir de forma propositiva para o Sistema Público de Saúde de Mato Grosso”, ressaltou.

As informações contidas nos relatórios técnicos das visitas serão compartilhadas com todos os parlamentares e deverão ser levadas em consideração no momento de discussão e definição do orçamento estadual. “A Assembleia Legislativa está empenhada em conseguir recursos e possíveis emendas para a saúde. O trabalho da comissão é convencer os outros deputados a destinarem ao menos 60% dos recursos para a saúde, porque estamos deficitários. Temos que procurar recursos lá fora e também com nossas emendas”, disse Gimenez.



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