Domingo, 22 de setembro de 2019 Edição nº 15222 18/05/2019  










SAÚDE CONECTADAAnterior | Índice | Próxima

De 380 escolas, só seis têm a telemedicina como matéria obrigatória

Da Redação

Telemedicina e saúde conectada não são sinônimos. É o que alertou o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e chefe da disciplina de Telemedicina, Chao Lung Wen, durante a palestra de abertura "Telemedicina e a Saúde Conectada", na noite desta quinta-feira (16.05), no "4º Simpósio do Hospital Santa Rosa em Gestão Hospitalar".

"A telemedicina provoca a reflexão, seja na oferta de serviço, seja em sua distribuição. Algumas pessoas dizem que ela é uma ferramenta. Nunca foi. A telemedicina é a integração de um recurso tecnológico num plano de método investigativo de cobertura de saúde. Por outro lado, os críticos dizem que a telemedicina é consulta. Ela é mais do que o atendimento. É uma cadeia de logística. Inclusive, pode acelerar a resolução de um problema ou evitar que ele ocorra. A telemedicina deve ser incorporada dentro da prática médica para gerar a saúde conectada – um ecossistema que eu defendo", comentou Chao.

O estudioso destacou que a evolução da telemedicina é muito rápida e que o país tem que acompanhar esse ritmo. "Existem cerca de 380 escolas médicas e só conheço seis em que a telemedicina é matéria obrigatória na graduação. Precisamos torná-la obrigatória. Ninguém pode comprar um carro sem ter feito autoescola e passar por uma prova de exame de competência. Também temos que promover cursos de atualização e ampliar a quantidade de pesquisadores para construir uma cadeia contínua de educação/saúde. As pesquisas acadêmicas contribuem para comprovar a efetividade de aplicação", ponderou.

Chao explica que há quatro tipos de telemedicina. "Existe a telemedicina acadêmica (área universitária), a telemedicina governamental (programas ou políticas de estado), a telemedicina social (filantropia ou programas de saúde nas comunidades) e a telemedicina privada/comercial. Na próxima década, por exemplo, o segmento do e-care vai crescer. A nova entrega de saúde não será no consultório. Será trabalhada por pontos de conectividade", ressalta por meio da assessoria de imprensa.

Pensamento retirado pelo coordenador da palestra, o presidente da Federação Internacional de Hospitais (IHF), Francisco Balestrin, que ainda reforçou que esse é o momento ideal para desmistificá-la e discutir seu futuro. Afinal, toda a sociedade está falando sobre o tema. "Eventos como o Simpósio propiciam um momento de alimentação técnica e científica. É uma oportunidade de aprender mais sobre o tema e sair melhores, com mais informações e preparados para o que está por vir", comentou.

Promovido pelo Santa Rosa, o simpósio teve como foco reunir gestores da área de saúde, empresários do segmento, médicos e estudantes de medicina em prol de apresentar informações que visem ampliar as relações comerciais, humanas, sociais e tecnológicas. Em sua quarta edição, o evento traz como tema central "Telemedicina – Uma agenda necessária para o Brasil".

Para o diretor presidente do Grupo Santa Rosa, José Ricardo de Mello, debater a telemedicina traz benefícios tanto para o Brasil quanto para Mato Grosso. "No simpósio contamos com a presença de participantes com vontade de fazer a diferença. Temos um país com dimensão continental e um Estado que é territorialmente grande. O tema da telemedicina pode contribuir muito para o futuro da saúde", sinaliza.

Integrante da Comissão Científica do Simpósio, Ary Ribeiro, que também é superintendente de Serviços Ambulatoriais e Comercial do HCor, destacou que o evento evoluiu ao longo das últimas edições. "A responsabilidade aumentou também. Para 2019, optamos por impulsionar debates que sejam práticos e que possam ampliar fronteiras de ideias e práticas. Por isso, o tema foi a telemedicina. Para que possamos ver os muitos lados que a envolvem e ter uma visão equilibrada", ressaltou.



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