Terça feira, 25 de junho de 2019 Edição nº 15240 13/06/2019  










CONTRA NOVA PREVIDÊNCIAAnterior | Índice | Próxima

Greve geral deve atingir diferentes serviços nesta 6ª feira em MT

Paralisação promete ser a maior da história em defesa do direito à aposentadoria e de repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

A greve geral em protesto contra a reforma da Previdência, marcada para amanhã (14), deve causar reflexos nos diferentes serviços de Mato Grosso. As escolas públicas não funcionarão e os funcionários de órgãos como Departamento Estadual de Trânsito (Detran), do Meio Ambiente e da Saúde, bem como os trabalhadores do transporte público de Cuiabá e Várzea Grande, já decidiram que vão aderir ao movimento nacional e unificado que promete ser o maior da história em defesa do direito à aposentadoria e de repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019.

Os servidores do Detran, por exemplo, decidiram participar do protesto em assembleia geral no último dia 06 deste mês. Na Saúde, a definição saiu na última segunda-feira (10). "A Reforma da Previdência representa o desmonte da previdência no Brasil e atinge a todos os trabalhadores. Em todas as regiões do país as mais diversas categorias já decidiram que vão paralisar suas atividades. Dia 14 é dia de ir para rua defendermos a nossa aposentadoria e o conjunto de nossos direitos", comenta Daiane Renner presidente do Sinetran-MT.

Vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), Ana Cláudia Machado, a deliberação foi pelo apoio e paralisação. “Em defesa da aposentadoria e da educação pública. Vamos parar, mas respeitando tudo que está previsto na legislação mantendo o mínimo, pois a saúde é essencial. Estamos orientando a categoria para manter toda essa parte legal, do que é 30% e onde devem ser mantidos 100%, como urgência e emergência”, disse. “Já fizemos a comunicação ao governo e ao secretário de Saúde (Gilberto Figueiredo), inclusive, respeitando os prazos legais de comunicação”, acrescentou.

No setor da Educação, a expectativa de adesão é geral nos diferentes níveis e esferas governamentais. Junto aos educadores do Estado, que já estão com as atividades paralisadas desde o último dia 27 devido a uma série de reivindicações locais, estudantes, docentes e técnicos da Universidade Federal (UFMT), do Instituto Federal (IFMT) e da Universidade Estadual (Unemat) engrossam o movimento unificado. Na Unemat, por exemplo, a decisão dos educadores foi deliberada dia 10), também durante assembleia.

Presidente da Adunnemat, Sílvia Nunes, reforça que o motivo da greve geral é lutar contra a reforma da Previdência, pela educação pública e gratuita que vem sendo realizada pelos governos federal e estadual. “Esse dia de greve é muito importante para mostrarmos ao governo federal, em específico, que conseguimos constituir uma greve unificada entre as centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais para lutar contra esses ataques a aposentadoria e a educação”, reafirmou Sílvia Nunes, por meio da assessoria de imprensa.

A paralisação geral terá ainda o reforço dos trabalhadores do transporte de Cuiabá e Várzea Grande. A categoria também entende que a reforma da Previdência traz mudanças que dificultarão o acesso à aposentadoria. No setor, a expectativa é de que em torno de 1.800 profissionais cruzarão os braços. “Estamos participando da organização e buscando mobilizar o maior número possível de trabalhadores para esse dia de protesto contra a retirada de nossos direitos, principalmente contra as ameaças contidas no projeto de reforma da previdência, que do jeito que está irá dificultar em muito o acesso à aposentadoria, direito sagrado do trabalhador brasileiro. Por isso, no dia 14 nossa categoria irá cruzar os braços em protesto contra essa situação. O transporte coletivo vai parar na capital e em Várzea Grande”, avisou o presidente do Sintrobac, Ledevino da Conceição, por meio da assessoria de imprensa.

Para o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, não faltam motivos para aderir ao ato unificado. “Além de não apresentar ao país uma proposta de retomada do crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda, o governo Bolsonaro quer jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores e acabar com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras”, disse. “A greve geral é de todos. Sexta-feira não é para ir trabalhar, é dia de ficar em greve. É dia de cruzar os braços e dizer que não aceitamos os ataques aos nossos direitos, à soberania nacional e à democracia”, acrescentou.

Em Cuiabá e diversas cidades do Estado, estão previstos atos na região central da cidade. Conforme informações da Adunnemat, no texto da PEC nº 006/2019, a aposentadoria por tempo de contribuição irá acabar e as mulheres serão obrigadas a se aposentarem com, no mínimo, 62 anos de idade, e os homens 65 anos. Além disso, o tempo mínimo de contribuição subirá de 15 anos para 20 anos e os trabalhadores vão receber menos, apenas 60% do valor do benefício será pago se a reforma for aprovada. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador terá de contribuir por pelo menos 40 anos. Em Mato Grosso, os bancários decidiram pelo apoio ao protesto, mas as agências bancárias estarão funcionando normalmente.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




18:40 MP denuncia Arcanjo e mais 32 envolvidos com jogo do bicho
18:39 O papel da assessoria de imprensa
18:38 Ferrovia para trazer
18:38 Viva João Batista!
18:37 A tragédia da educação


18:37 Avante Luverdense
18:36 Disney lança série adolescente com primeira protagonista brasileira
18:36
18:35 Ian McEwan: estamos nos afogando na irracionalidade
18:33 Paulo Fernandes volta à sua terra natal para show e gravação de DVD
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018