Domingo, 22 de setembro de 2019 Edição nº 15240 13/06/2019  










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Mulheres jogam Copa do Mundo menos globalizada

TIAGO RIBAS
Da FolhaPress – São Paulo

A maioria das seleções na Copa do Mundo feminina da França conta principalmente com jogadoras que atuam em seu próprio país, uma tendência há anos abandonada no torneio masculino.



Segundo a lista de jogadoras que disputam o Mundial divulgada pela Fifa, 59% das atletas convocadas (326 de um total de 552) atuam no seu país natal. No Mundial masculino de 2018 esse índice era de 28,7% (211 de 736 jogadores).



E não se trata de uma distorção causada por um ou outro país: 14 dos 24 times (58%) no Mundial têm mais de dez atletas de suas ligas locais, enquanto na Copa do Mundo da Rússia isso só acontecia com 6 das 32 seleções (19%).



Os números não são resultado de uma preferência dos técnicos das seleções femininas. Eles expõem o estágio de desenvolvimento da modalidade, que ainda não foi capaz de criar um mercado internacional de transferências tão dinâmico quanto o masculino.



Segundo dados do sistema de transferências da Fifa (TMS), no ano passado foram realizadas 696 transferências internacionais de jogadoras de futebol, movimentando um total de cerca de US$ 563 mil (R$ 2,2 milhões). Já no masculino, foram 16,5 mil transferências, totalizando cerca de US$ 7 bilhões (R$ 27 bilhões) movimentados.



Mesmo diante dessa realidade, apenas os Estados Unidos disputam o Mundial feminino com todas as 23 convocadas atuando na liga do próprio país -assim como aconteceu com a Inglaterra na Rússia.



Maiores campeões da Copa do Mundo feminina, com três títulos (1991, 1999 e 2015), os Estados Unidos também são o país que mais cede jogadoras de suas ligas para o torneio. São 73 atletas de equipes americanas no Mundial da França, equivalente a 13,2% do total.

No masculino, o posto é da Inglaterra, dona da liga nacional mais rica e globalizada do planeta. No Mundial da Rússia, em 2018, os clubes ingleses cederam 124 atletas para seleções, o que representa 16,8% do total de convocados.



Segundo levantamento de 2017 do site britânico Sporting Intelligence, os times das principais ligas da França, da Alemanha e da Inglaterra pagam em média salários mais altos do que a NWSL.

Assim, não é de se espantar que os clubes americanos não figurem entre os que mais cedem jogadoras para a Copa.



O Barcelona (ESP), finalista derrotado da última Champions League feminina, detém o posto, com 15. O campeão europeu Lyon (FRA) está logo atrás, com 14.



A seleção brasileira, por sua vez, aparece entre as equipes com menos jogadoras oriundas de times locais, com sete. Resultado de ter uma liga feminina que só agora começa a dar os primeiros passos rumo à profissionalização.



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