Domingo, 22 de setembro de 2019 Edição nº 15240 13/06/2019  










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Zélia Duncan revisita som do início da carreira em disco autoral pop

CRIS VERONEZ
Da Folhapress - São Paulo

Nem raiva, nem tristeza. O antídoto de Zélia Duncan, 54 anos, para enfrentar "essa aspereza que a gente vem vivendo" é outro: a suavidade e a delicadeza. É neste tom que a cantora lança o disco "Tudo É Um".

A ideia foi voltar um pouco ao som que fazia no início da carreira, nos anos 1990, agregando a bagagem dos 30 anos que se passaram desde então. Havia uma década que a artista não lançava um disco autoral pop. O último foi "Pelo Sabor do Gesto" (2009).

"Resolvi voltar um pouco ao meu som com meu parceiro Christiaan [Oyens, compositor, multi-instrumentista e produtor]. Ele é um cara muito importante na minha vida, com quem fiz os maiores sucessos da primeira fase. Lembramos um pouco do nosso começo, mas com a bagagem de hoje", relata a cantora.

Com 11 canções, o disco "Tudo É Um" traz, além da parceria com Oyens, nomes como Moska ("Feliz Caminhar"), Chico César ("Tudo É Um"), Dani Black ("Só Pra Lembrar"), Dimitri ("Breve Canção de Sonho"), Fred Martins e Jaques Morelenbaum ("Sempre os Mesmos Erros"), Juliano Holanda ("O Que Mereço") e Zeca Baleiro ("Me Faz Uma Surpresa" e "Medusa").

Para ela, a rotina de gravações em estúdio é um conforto: "É sempre um pouco alienante. Você fica lá muitas horas por dia. Então foi bem gostoso, no meio do bombardeio todo que tem sido o Brasil, a gente entrar ali para programar o som e para cantar", diz. "Eu canto ao vivo dentro do estúdio, ao mesmo tempo que os músicos. Isso me dá um conforto. Um reage ao que o outro está tocando na hora. O disco foi muito emotivo nesse lugar."

A capa do álbum é uma obra a parte. Zélia vem sem medo, madura, em um encarte que ela ressalta o quanto considera importante para a experiência musical. "A gente ainda é da geração que gosta da capa, do roteiro das músicas, de abrir o disco", afirma ela, que expõe na capa partes do corpo nu em fragmentos.

"Me sinto muito tranquila para estar e ser quem eu sou. Muito mais do que há 30 anos. Acho que não faria uma capa dessa no início da carreira. Quero dizer como eu me sinto à vontade. Me exponho da maneira que eu quero, como eu julgo estar de acordo com o que estou dizendo dentro do disco."

TATUAGEM - Zélia Duncan exibe uma tatuagem no pulso com os dizeres "este exato momento", que fez após ter passado por um problema de saúde. Nada mais oportuno para refletir também sobre este ano, que já trouxe uma coleção de tragédias. Ela relembra a morte do cantor Gabriel Diniz, 28 anos, em um acidente de avião, no dia 27 de maio.

"Que coisa estúpida, cara. Ninguém vai me convencer de que era a hora dele, um acontecimento infeliz. Que pena, que pena. Um cara cheio de vida, em um momento importante. A gente não tem controle de absolutamente nada. Vamos fazer as coisas agora".

A cantora explica a tatuagem. "Tatuei a frase este exato momento em meio a uma fase muito crítica de saúde, que foi superada, mas que naquele momento me fez ver que a gente é finito de uma maneira realmente literal", conta ela, que em 2017 precisou fazer uma cirurgia para tirar a tireoide.

"Eu sou muito saudável. Corro maratona. Sou a saudável da turma. Sou aquela que não bebe e não fuma porque não gosta mesmo, sem nenhum julgamento. Se meus amigos fizessem uma lista de dez pessoas que tivesse algum problema, eles não me incluiriam nela. Então foi um choque para todo mundo", conta a artista.



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