Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 15242 15/06/2019  










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Alento na segurança

País que tem uma das mais altas taxas de morte por arma de fogo no mundo, apenas para citar um indicador, o Brasil segue como uma referência negativa quando o assunto é violência. Exatamente por esta ser motivo de preocupação diária da população, merecem ser saudadas as estatísticas divulgadas ontem que mostram recuos significativos em índices de criminalidade no primeiro bimestre. A redução de 23% nos números – que incluem homicídios, roubos, furtos e estupros, entre outros delitos – é um alento para os brasileiros, mesmo que ainda seja necessário cautela para entender melhor o fenômeno.

A oscilação dos indicadores do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) ainda precisa de melhor escrutínio, mas é possível afirmar que coincide com uma mudança nítida da postura dos governos no combate à criminalidade. Mesmo que a tarefa seja essencialmente dos Estados, municípios e o próprio governo federal têm tentado, dentro do que a legislação permite, colaborar para que os brasileiros possam sair às ruas com um pouco menos de receio.

Outra prova de como o tema sensibiliza a sociedade foi a eleição. Vitorioso no pleito, o presidente Jair Bolsonaro chegou ao Planalto com um discurso em parte alicerçado na promessa de combate à insegurança. É uma intenção, portanto, que deve ser louvada, mesmo que seja prematuro atribuir a alguma política deste governo impacto efetivo nos números. Isso não significa que não se deva reconhecer intervenções ágeis quando necessárias, como no caso da explosão da violência no Ceará, no início do ano.

As estatísticas foram divulgadas quarta-feira pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que também encontrou na boa nova uma forma de tentar emplacar uma agenda positiva, após os últimos dias de pressão, devido ao episódio do vazamento de conversas com integrantes da Lava-Jato. Aproveitou o ministro para reconhecer que a criminalidade ainda é alta e é necessário que siga caindo, de forma consistente. Referindo-se ao caso que veio a público no fim de semana, disse que a atuação de hackers não vai afetar a sua missão. É o que se espera. Afinal, pode ter o que explicar sobre a sua atuação como juiz, mas isso não pode atrapalhar a sua incumbência como ministro. Investido de grande popularidade e responsabilidade, Moro segue como símbolo de esperança na luta contra a criminalidade de todo tipo.

É imperioso não esquecer que a repressão é importante, mas não é tudo. A médio e longo prazos, são indispensáveis políticas de socialização dos jovens, por meio do esporte, das artes e da educação. Formar bons cidadãos é a melhor forma de prevenção para que, um dia, o Brasil possa chegar a níveis minimamente civilizados de criminalidade.



É imperioso não esquecer que a repressão é importante, mas não é tudo



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