Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 15247 25/06/2019  










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A tragédia da educação

São uma verdadeira tragédia os números da educação mostrados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua escancara uma dura realidade que explica em grande parte o atraso do qual o país não consegue se desvencilhar. É inadmissível que mais da metade da população com 25 anos ou mais nem sequer tenha concluído o ciclo básico, que vai até o Ensino Médio, e um terço nem o fundamental completo possua.

Também choca que ainda hoje existam 11,3 milhões de brasileiros que não sabem ler ou escrever. A ínfima melhora dos indicadores em relação à pesquisa anterior, tanto no caso da alfabetização quanto da escolaridade dos brasileiros, é mais motivo de vergonha e de indignação do que de alívio por não ter sido verificada uma piora. Há uma constatação ainda mais preocupante: o desinteresse em melhorar a escolaridade cresce exatamente nas faixas de menor instrução. Assim, é uma catástrofe que se realimenta.

Nenhuma nação dá um salto de qualidade que permita a sua população almejar um futuro melhor sem investir pesado na educação. A situação contrária, em que o ensino é relegado a um segundo plano, costuma condenar países à condição de subalternos no jogo econômico global. Pessoas sem o mínimo do processo de aprendizagem, em regra, são relegadas ao subemprego e à incapacidade de compreensão do mundo em que vivem.

Espera-se que, com o quadro desolador pintado pelo IBGE, o Ministério da Educação finalmente desperte. Passou da hora de abdicar de polêmicas desnecessárias geradas por posições ideológicas e começar a centrar a energia da pasta em políticas para iniciar uma transição que faça o Brasil deixar de ocupar posições humilhantes em rankings de nível de escolaridade e de aprendizado.

Óbvio que o atual governo não pode ser responsabilizado pelos números, colhidos no ano passado. Mas, uma vez eleito, o presidente Jair Bolsonaro tem o dever de ordenar o fim da paralisia da área. As metas do Plano Nacional de Educação (PNE), por exemplo, correm o risco de não ser alcançadas. São 20, mas 16 estão estagnadas e quatro tiveram cumprimento parcial. A taxa de analfabetismo, que deveria cair para 6,5% em 2015, no ano passado estava em 6,8%.

Medidas tópicas não resolverão o problema brasileiro. E politizar o tema é seguir arriscando as gerações futuras. Em plena era do conhecimento, em que ciência, tecnologia e inovação ganham relevância ainda maior, apenas 26% da população brasileira com 25 anos ou mais completa uma faculdade. É urgente, portanto, partir para a reinvenção da educação no Brasil.



Espera-se que o MEC desperte e comece a centrar energia em políticas para a área



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