Domingo, 22 de setembro de 2019 Edição nº 15259 11/07/2019  










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Carga tributária aumenta 6,78% no 1º semestre em MT

MARIANNA PERES
Da Reportagem

Os mato-grossenses pagaram quase 7% a mais em tributos nesse primeiro semestre do ano quando comparado o mesmo acumulado do ano passado.

Conforme dados do Impostômetro, de janeiro a junho de 2019 a carga tributária, incidente sobre o consumo de produtos e serviços e a renda, gerou aos cofres públicos mais de R$ 16,80 bilhões, o que equivale a um avanço anual de 6,87% sobre os R$ 15,72 bilhões gerados em igual momento do ano passado. O valor corresponde ao total de impostos, taxas, multas e contribuições pagos pelos mato-grossenses para a União, estados e municípios.

As cifras consideram o primeiro dia de janeiro a 30 de junho desse ano, marcando o início e o fim da primeira metade de 2019. Somente no mês de junho, foram arredados R$ 2,63 bilhões, média de R$ 876 mil por dia.

Levando em conta a tributação de 1º de janeiro a 10 de julho, a arrecadação sobe para R$ 17,62 bilhões em Mato Grosso. Em igual momento do ano passado, os mato-grossenses já haviam recolhido R$ 16,56 bilhões, mostrando a linha ascendente da carga tributária sobre o orçamento das famílias e o achatamento do poder de compra.

O valor atual enviado aos cofres públicos, pelos mato-grossenses, foi atingido com 13 dias de antecedência quando comparado a 2018. No ano passado, a cifra de R$ 16,81 bilhões foi registrada no dia 13 de julho. Nesse ano, no dia 30 de junho já havia sido gerado R$ 16,80 bilhões. No Brasil, a antecipação foi de 11 dias. O painel do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu, às 5h30 da manhã, a marca de R$ 1,3 trilhão, com 11 dias de antecedência em relação ao ano passado.

“O Brasil tem uma carga tributária muito alta e, além disso, tem o sistema de impostos em cascata, ou seja, cobra-se imposto em cima de imposto. Temos, portanto, uma carga muito elevada para o nível de renda da população, penalizando as pessoas com renda menor, que gastam proporcionalmente mais com itens básicos”, comenta Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.

O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios e capitais se espelharam na iniciativa e instalaram seus painéis. No portal www.impostometro.com.br é possível acessar diversas informações.

Em Cuiabá, capital do Estado, há um painel fixo na frente da sede da Fecomércio/MT, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, no Centro Político Administrativo. Assim como o Impostômetro paulista, o cuiabano é atualizado a todo instante e como objetivo informar o contribuinte sobre o quanto se paga em tributos e taxas a cada ano.



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