Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 15260 12/07/2019  










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Brasil corre risco de ficar sem

JULIANNE CERASOLI
Da Uol/Folhapress – Londres

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 corre risco a partir de 2021. E essa incerteza não é apenas sobre o local da corrida, mas sobre a manutenção do Brasil no calendário da mais importante categoria do automobilismo atual.

A questão mais importante é a briga interna entre Rio de Janeiro e São Paulo para sediar o evento, mas a reportagem apurou que o pano de fundo envolve uma série de incertezas que abrem a possibilidade de o Brasil, de fato, perder a etapa.

Nas duas oportunidades em que demonstrou publicamente seu apoio à ida do GP Brasil de F-1 para o Rio a partir de 2021, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) justificou que a categoria estaria de saída do país. Ou seja: não haveria a chance de renovação com São Paulo, que recebe a prova em Interlagos desde 1991.

"Seria isso ou a saída do Brasil", declarou o presidente, quando garantiu, em cerimônia que contou com a presença do CEO da F-1, Chase Carey, que havia "99% de chance" do Rio passar a receber a prova".

Já era um reflexo da situação delicada da prova brasileira. Os custos de transporte para a realização da corrida são altos, por ela ser a única na América do Sul, e, mesmo com a importância do mercado brasileiro para a Liberty Media, a F-1 só fica no país com um acordo financeiro favorável à categoria. É onde começam os problemas.

Depois do evento em Brasília, Carey se reuniu com o promotor da corrida em São Paulo, Tamas Rohonyi, e também com representantes da TV Globo, que detém os direitos de transmissão, no Rio.

Da emissora, Carey recebeu uma proposta inferior ao que é pago atualmente pelos direitos de transmissão, em uma negociação que pode se complicar, uma vez que a Liberty Media, que comanda a F-1, quer tirar da emissora os direitos de exclusividade do conteúdo digital, a fim de explorar no Brasil, que é seu maior mercado em termos de audiência, o conteúdo on-demand.

A Globo era uma das principais financiadoras do próprio GP Brasil em Interlagos e pagava parte da anuidade cobrada pela categoria. Esse pagamento, contudo, foi revisto em 2016 e, a partir do ano seguinte, Interlagos costurou um acordo com o então dono da F-1, Bernie Ecclestone, para realizar as provas de 2018, 19 e 20 sem pagar esta anuidade, que varia dependendo do tipo de contrato de cada etapa, mas fica geralmente entre US$ 25 mi e US$ 30 milhões.

Encontrar uma forma de voltar a arcar com esse custo é o desafio atual de Interlagos, que passou nos últimos anos por um extensa reforma -que custou R$ 160 milhões aos cofres públicos, em obra realizada por meio do PAC- para a atualização especialmente da área de paddock, que era fonte de queixa das equipes.

Já do lado do Rio, questões judiciais e a recente abertura de investigação do Ministério Público acerca do financiamento da obra, que ainda está em fase de projetos, geram incertezas em relação à viabilidade da construção de um autódromo completamente novo em tão pouco tempo.

Das últimas provas que entraram no calendário da F-1, a pista que ficou pronta em menor tempo foi no Bahrein, em projeto financiado pelo dinheiro vindo do petróleo e amplo apoio estatal. A pista ficou pronta em 22 meses e, caso o Rio seja confirmado para o calendário de 2021 da F-1, faltariam apenas 28 meses até a corrida acontecer.



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