Domingo, 15 de dezembro de 2019 Edição nº 15260 12/07/2019  










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MPE rejeita delações de militares, diz OAB

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público Estadual (MPE) rejeitou as delações premiadas de três integrantes da Polícia Militar de Mato Grosso envolvidos no esquema que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

Os acordos foram propostos pelos coroneis Zaqueu Barbosa, ex-comandante geral da Polícia Militar, e Evandro Lesco, além do cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

A informação é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos. "Quero saber do doutor Domingos Sávio por que os investigados dos grampos tentaram delação e ele não aceitou. Por quê? Quais os critérios?", questionou.

O jurista afirma que a entidade tem buscado informações a cerca do caso, mas tem sido cerceado de acompanhar as investigações. “Revolta a lentidão que o Ministério Público está tratando esse assunto. A OAB não quer investigação, ela quer apenas acompanhar. Importante os esclarecimentos que ele pôs sobre colaboração premiada, ninguém sabia. Precisou a Ordem provocar e vir aqui questionar, olha é verdade que os militares queriam fazer delação? E por que não foi aceito? Não estou pedindo para ele quebrar o sigilo”, argumentou.

Os militares estavam negociando a delação desde o início do ano. A informação é de que elas teriam sido rejeitadas pelo Naco na última segunda-feira (08). As tratativas estavam sendo conduzidas pelo Núcleo do Ministério Público devido ao fato de envolver pessoas com foro privilegiado.

Entre os citados estão o ex-governador Pedro Taques (PSDB), do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e promotores de Justiça.

O coordenador do Naco, procurador Domingos Sávio de Barros Arruda, por sua vez, garantiu que o Ministério Público não será omisso no caso dos grampos.

Ele afirma que o órgão dará uma resposta aos mandantes do esquema dentro de cinco dias. “Estamos dando a resposta também para quem mandou. Você verá que, quem sabe até daqui a quatro ou cinco dias, daremos uma resposta em quem mandou. Temos que nos preocupar com todos, não estamos omissos nisto. Estaremos dando uma resposta semana que vem, eu lhe garanto”, disse o coordenador do Naco.

Com relação as delações, o promotor afirma que não pode dar detalhes devido ao fato de as investigações estarem em sigilo. Em contra partida, ele afirma que os militares não teriam levado fatos novos às investigações e, por isso, as delações teriam sido rejeitadas.

O esquema conhecido com “grampolândia pantaneira” funcionava por meio da chamada “barriga de aluguel”, quando números de pessoas que não têm qualquer relação com investigações policiais são inseridos de maneira disfarçada.



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