Domingo, 15 de dezembro de 2019 Edição nº 15263 17/07/2019  










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MPE diz que relatos dos PMs serão apurados

Da Reportagem

Após polêmica envolvendo a rejeição dos acordos de delação premiada propostos pela defesa de três militares envolvidos no esquema das interceptações telefônicas ilegais, o Ministério Público Estadual (MPE) garante que os episódios relatados pelo cabo Gerson Correa e pelos coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco serão apurados pelo órgão em outros procedimentos.

A informação foi fada pelo promotor Vinicius Ghayva durante audiência realizada na 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá na tarde desta terça-feira (16). "Não estamos aqui pra defender quem quer que seja. Os elementos trazidos pelos réus ao MPE serão investigados em outra situação", disse.

Na oportunidade, ele frisou que no âmbito da ação penal que tramita na Vara Militar, os integrantes da Polícia Militar de Mato Grosso não podem firmar acordo de colaboração premiada, uma vez que há qualquer imputação de organização criminosa e nem escuta telefônica ilegal contra eles. Contudo, afirma que os investigados podem tentar o acordo em outros procedimentos.

A defesa de Zaqueu, por sua vez, rebate as declarações do promotor e afirma que os fatos narrados pelos investigados na tentativa de firmar o acordo de colaboração premiada não pode ser utilizado pelo Ministério Público em outros procedimentos.

De acordo com ele, tal medida estaria “fadada ao fracasso”, tendo em vista que as provas seriam consideradas ilícitas.

Em procedimento administrativo interposto pela defesa do cabo Gerson junto ao Ministério Público, onde foi solicitada a realização do acordo, o militar relata nove fatos que apontam a participação de membros do órgão no esquema de interceptações telefônicas ilegais.

Dentre os elementos apresentados por Gerson está o suposto envolvimento dos promotores Marco Aurélio de Castro e Samuel Frugilo no esquema da Grampolândia Pantaneira.

Zaqueu e Lesco também tentaram o mesmo acordo e, assim como o cabo da PM, teve o pedido negado pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal).

O procurador Domingos Sávio de Barros Arruda, responsável pelo Naco, alega que as delações foram negadas devido ao fato de nenhum dos investigados terem apresentado fatos novos.



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