Terça feira, 10 de dezembro de 2019 Edição nº 15282 13/08/2019  










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Receita mato-grossense reduz 4,7% de janeiro a julho

MARIANNA PERES
Da Reportagem

As exportações mato-grossenses encolheram 3,47% na comparação entre os primeiros sete meses desse ano ante igual acumulado de 2018. Dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) mostram que o faturamento atual somou US$ 10,04 ante US$ 10,40 bilhões. Com esse resultado, Mato Grosso segue como quinto maior exportador do Brasil, respondendo por 7,7% da receita nacional.

A retração reflete as perdas apuradas no mesmo período sobre o complexo soja (grão, farelo e óleo). Conforme o Mdic, a movimentação de grãos ficou 15,7% menor, totalizando US$ 5,64 bilhões. Esse segmento, mesmo em queda anual, ainda é o mais demandado pelo mercado internacional, respondendo por 56% de todo faturamento da pauta nos últimos sete meses.

Dentro do complexo, houve redução sobre os negócios referentes aos embarques de farelo, queda de 26% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, como também sobre as vendas de óleo de soja, cujo resultado ficou 14,2% inferior em relação ao período janeiro-julho do ano passado.

Na contramão dos saldos negativos seguem as performances do milho e do algodão, commodities com os melhores resultados históricos do comércio exterior local. O cereal, por exemplo, aumentou a receita anual com os embarques em 77,5%, totalizando US$ 1,41 bilhão, participando com 14% do total estadual no período de janeiro a julho. Em 2018, o faturamento gerado pelas exportações de milho não representavam nem 8% do total da pauta mato-grossense.

O algodão deixou de participar com 3,1% sobre o faturamento global de Mato Grosso para assumir 6,5% da receita do período. As vendas somaram US$ 655,6 milhões, duplicando a expansão anual (102,6%), já que nos sete meses do ano passado os embarques renderam US$ 331,93 milhões.

DESTINOS - A China se mantém como o maior parceiro comercial do Estado, responsável por 37% da receita de US$ 10,04 bilhões. Como detalha o Mdic, os chineses compraram o equivalente a US$ 3,72 bilhões, cifras que mesmo significativas dentro do contexto externo do Estado, são 13% inferiores ao que havia sido contabilizado em igual momento do ano passado. De forma absoluta, houve perda de mais de US$ 550 milhões entre 2019 e 2018.

O Irã, com negócios de US$ 567,74 milhões com Mato Grosso, foi o segundo maior parceiro, seguido por Países Baixos/Holanda (US$ 498,96 milhões), Espanha (US$ 434,7 milhões), Tailândia (US$ 420,36 milhões) e Turquia (US$ 375 milhões). Apesar das cifras, todos esses países registram apetite menor em relação ao ano passado. Em avanço, o destaque vai para o Egito, grande consumidor de carne bovina, que aumentou em 24% nas compras da pauta estadual, contabilizando de janeiro a julho, US$ 205,95 milhões.

DESEMPENHO - Mesmo com a perda de receita nesse acumulado do ano, o Estado segue em superávit, com US$ 8,91 bilhões, mantendo o segundo maior saldo da Balança Comercial entre os estados brasileiros, atrás de Minas Gerais com US$ 9,25 bilhões. A Balança é o resultado do faturamento com as exportações registrado em um determinado momento, debitado do total desembolsado em importações. No Estado são US$ 10,04 bilhões menos US$ 1,12 bilhão, cifras que correspondem às importações realizadas pelo Estado de janeiro a julho, e, que mostram uma evolução anual de 59,43%.



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