Terça feira, 10 de dezembro de 2019 Edição nº 15282 13/08/2019  










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Novo projeto do HUJM deve ser entregue até 5ª feira

Da Reportagem

Com as obras iniciadas em 2012 e a previsão de entrega em 2014, as obras do novo Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) estão paralisadas há quase seis anos. A retomada da construção da unidade hospitalar foi discutida, ontem (12), em uma audiência pública, em Cuiabá. A expectativa é de que a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra, entregue nesta quinta-feira (15) o novo projeto ao governo do Estado. Com isso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) contará com um prazo de dez dias para analisar o documento. A empresa que vencer o certame terá que executar, elaborar e readequar todos os projetos necessários à conclusão das obras.

O prédio começou a ser construído às margens da MT-040, trecho entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger (35 quilômetros, ao sul da capital). Em parceria entre o Ministério da Educação e Cultura (Mec) com a UFMT e o Estado, no local devem ser construídos 250 leitos e 23 unidades de terapia intensiva (UTIs). De acordo com o senador Wellington Fagundes (PL), a União já repassou parte dos recursos para a construção do Hospital Júlio Muller, mas faltou “vontade política do ex-governador Pedro Taques em tocar a obra”. “Os recursos estão na conta do Estado. Na época foi feito um convênio entre o Mec e a UFMT, mas há mais de seis anos as obras estão paralisadas”, disse o senador.

Conforme a Secretaria de Comunicação Social da AL, Fagundes informou que o custo inicial das obras era da ordem de R$ 120 milhões. À época a União já teria incluído cerca de R$ 85 milhões no orçamento da UFMT. “O restante que falta, com a recuperação econômica da União e do Estado, há possibilidade de o empreendimento ser concluído o mais rápido possível”, explicou.

O senador disse ainda que o governador Mauro Mendes (DEM) esteve reunido com a professora e reitora da UFMT, Myrian Serra, e deu o prazo de 15 de agosto para apresentação do novo projeto. Com isso, a Sinfra contará com um prazo de dez dias para analisar a nova proposta. Segundo o senador, o novo HJM contará com 250 leitos, 23 unidades de Terapia Intensiva para adultos, 16 pediátricos e 20 neonatal, 26 leitos de pré-atendimento, farmácia, laboratório, seis salas de cirurgia, clínicas em diversas especialidades.

O secretário da Sinfra, Marcelo de Oliveira, informou que o Estado recebeu na última sexta-feira (9) a planilha orçamentária que foi refeita pela UFMT. Agora, segundo ele, o documento passará por uma revisão detalhada do governo e depois disso fazer o lançamento de um novo edital para a retomada das obras. O secretário disse que o edital será feito por meio de Regime Diferencial Integrado. Nele será desenvolvido o projeto executivo com o valor global da obra. “Hoje, o governo tem essa planilha da UFMT com os preços unitários de cada item que será gasto”, disse.

Questionado sobre a contrapartida que o governo investirá nas obras, Oliveira não quis adiantar nada à imprensa. Mas destacou que o convênio assinado com a União é de “50% de recursos financeiros do MEC/UFMT, e os outros 50% com recursos próprios do governo do estado”, explicando que a obra terá um prazo de “36 meses para ser executada”. Mas a data passa a valer a partir da ordem de serviço.

O representante da UFMT, Evandro Soares da Silva, afirmou que a universidade encaminharia ainda ontem (12) um orçamento de licitação (modelo de regime diferenciado de contratações públicas) para o governo do estado. Segundo ele, a empresa que vencer o certame terá que executar, elaborar e readequar todos os projetos necessários à conclusão das obras do Hospital Júlio Muller. “Hoje, a obra está orçada em R$ 240 milhões. Mas já existe em caixa um valor de cerca de R$ 85 milhões. Na obra já foram executados pouco mais de R$ 10 milhões. Em 2011, a UFMT fez um aporte de R$ 60 milhões, mas o estado não fez a contrapartida. A UFMT espera que o governo faça esse aporte para dar continuidade às obras”, frisou.

O presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa, Paulo Araújo (PP), afirmou que o Estado tem um déficit muito ruim na composição de leitos hospitalares na saúde pública em Mato Grosso. A sociedade, segundo o parlamentar, quer saber quando o governo vai retomar as obras que estão paralisadas. “Em 2011, foram depositados R$ 85 milhões e nesse período esse valor rendeu juros sobre o montante. Por isso precisamos saber se a saúde pública é prioridade do governo. No projeto consta a instalação de 250 leitos, que vai salvar centenas de vidas. O governador Mauro Mendes confirmou aos deputados o interesse de retomar as obras”, disse.



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