Sábado, 17 de agosto de 2019 Edição nº 15283 14/08/2019  










JOANICE DE DEUSAnterior | Índice | Próxima

Pedofilia na era digital

Uma operação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública junto com as Policias Civis de vaários estados levou para a cadeia, semana passada, mais de 100 pessoas envolvidas com pornografia infantil, atualmente um dos crimes mais praticados na rede mundial de computadores.

Apesar de ainda continuarem sendo cenário para a exploração infanto-juvenil, as rodovias e os bares vão abrindo espaço para as páginas da internet, os sites de relacionamento e até para as telas dos celulares.

E, o número de detidos nesta operação é pequeno se levarmos em consideração que o país tem se tornado um grande mercado consumidor desse tipo de anomalia em função das crianças em situação de vulnerabilidade.

Por isso, os pais precisam ficar atentos. Aliás, esse é um recado que foi dado por um homem, acusado de pedofilia e que prestou depoimento, em novembro do ano passado, à CPI que foi criada no Senado para investigar maus-tratos contra crianças.

“Eu diria para os pais terem muito cuidado com amizades, acompanharem Whatsapp e ligações, saberem com quem saem os filhos e terem muito cuidado com a internet. O Facebook é uma das ferramentas com que mais se consegue atrair”, disse o suspeito à CPI. Com ele, foram encontradas imagens de meninas e meninos sem roupa. Em seu perfil nas redes sociais, os policiais teriam encontrado diversas conversas dele com crianças.

As autoridades até buscam e trabalham para criar ferramentas que coíbam as práticas de violação de direitos das crianças e adolescentes, mas a cada avanço, os aliciadores e abusadores encontram novas formas de exposição e exploração de crianças e adolescentes. Além disso, ainda há uma dificuldade em se responsabilizar penalmente os autores desse tipo de crime.

Nesta operação, por exemplo, alguns dos suspeitos já haviam sido presos na primeira fase da ação. Também ocorre que, no Brasil, a lei de execução penal é branda e a pessoa acaba sendo colocada em liberdade após cumprir apenas um sexto da pena. Com isso, por vezes, ela acaba incorrendo novamente no mesmo crime.

EM TEMPO: Pelo artigo 241-B do ECA é considerado crime o ato de "adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente".



JOANICE DE DEUS é repórter

joanice@diariodecuiaba.com.br



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