Domingo, 15 de dezembro de 2019 Edição nº 15284 15/08/2019  










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Sargento da PM é denunciado por deixar vítima cega

Da Reportagem

O 3º sargento da Polícia Militar (PM), Roosevelt Ferreira da Silva, foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) por deixar uma vítima cega de um olho. O fato ocorreu durante o atendimento de uma ocorrência sobre suposta perturbação do sossego alheio, em Alto Paraguai (200 quilômetros de Cuiabá). A ação policial resultou em fratura e evisceração (arrancamento) do olho esquerdo de um dos acusados que tornou-se vítima do sargento.



De acordo com informações do MP-MT, a ocorrência foi registrada no dia 18 de novembro do ano passado e consta em denúncia criminal oferecida nesta última terça-feira (13). Acusado de ser o autor dos disparos efetuados contra a vítima Allisson Santiago de Arruda Leite, com a utilização de uma espingarda calibre 12 carregada com munições de elastômero (borracha), Roosevelt Ferreira responderá pelo crime previsto no artigo 209 do Código Penal Militar, que fala sobre a “ofensa à integridade corporal de natureza grave que resultou em debilidade permanente de sentido e deformidade duradoura”.



Segundo a assessoria de imprensa do MP, consta na denúncia que no momento em que os disparos foram efetuados, Bruno Ricardo de Souza, amigo da vítima, tentou socorrê-la e acabou sendo atingido por outro disparo efetuado pelo 3º sargento, que também provocou lesão em seu braço esquerdo. Em relação a esse fato, o denunciado responderá pelo crime de lesão corporal de natureza leve.



“Conforme as circunstâncias observadas, é indubitável que o denunciado agiu de forma intencional e absolutamente desproporcional tanto com seu ataque à vítima Allisson, assim como, de modo plenamente injustificável, com relação ao ofendido Bruno Ricardo de Souza, que sequer esboçara algum ato de injusta e iminente agressão em desfavor da guarnição”, relatou o promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, em trecho da denúncia.



As investigações apontam que as vítimas estavam em uma conveniência e o PM suspeitou que Allisson Santiago de Arruda Leite era o proprietário do veículo que estava com o som alto. “Ao exigir a documentação, iniciou-se uma discussão que resultou na tragédia descrita na denúncia”, frisa o Ministério Público.



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