Sábado, 19 de outubro de 2019 Edição nº 15324 10/10/2019  










CRIANÇA E ADOLESCENTEAnterior | Índice | Próxima

Candidatos denunciam supostas fraudes em eleição para conselheiros

Da Reportagem

Candidatos a uma vaga para conselheiros tutelares registram boletim de ocorrência (B.O.) e denunciaram uma suposta fraude nas eleições para as vagas no Conselho Tutelar de Cuiabá, realizadas no domingo (06). Ontem (09), eles também protocolaram o pedido de anulação do processo em vários órgãos públicos, como o Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA) da capital. O pedido, conduzido por 76 participantes, também será protocolado junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), Assembleia Legislativa (AL), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e à Prefeitura da capital.

Um dos denunciantes, Anderson Barbalho apontou para a falta de organização e de fiscalização nos locais de votação. “Nós não tínhamos policiamento nas escolas eleitorais. Eu, como candidato ao 2º Conselho Tutelar, na região do Pedra 90, ia ser impedido de votar justamente por que não encontraram o meu nome”, comentou.

Já Wilson Moraes afirmou que devido ao fato das pessoas que trabalharam como mesário não terem experiências, houve fila e muitos eleitores foram embora. “As pessoas entregavam os documentos e mal olhavam na lista e já dispensavam. E as filas eram muito grande por que demoraram muito para deixar o processo ocorrer da maneira que deveria e aí as pessoas iam embora. Elas olhavam a fila, a demora, a falta de fiscalização, tudo isso contribui para que a comunidade não participasse do processo e muitos foram prejudicados por causa disso”, afiançou.

A presidente do CMDCA, Marildette França, informou que o processo eleitoral foi todo acompanhado pelo Ministério Público e que o órgão visitou os locais de votação. Segundo ela, quem não pôde votar é porque possuía pendências eleitorais com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), como não ter cadastro de biometria. Explicou ainda que as urnas são programadas e, quando se encerra a votação, elas permanecem lacradas. A partir hoje (10), o relatório das urnas será divulgado em um painel do Conselho. O processo eleitoral foi realizado em 72 escolas.

Na capital, a prefeitura informou que dos 30 conselheiros tutelares atuais, apenas 11 conseguiram se reeleger. Portanto, houve uma renovação de 64%. Ao todo, foram 157 candidatos habilitados para ocupar 60 vagas, sendo 30 titulares e 30 suplentes, das 06 microrregiões. O conselheiro ou conselheira eleitos será para o mandato referente ao quadriênio (2020/2023) terão uma remuneração mensal de R$ 3.264,57, além de uma remuneração adicional de R$ 400,00 por plantão realizado.





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