Sábado, 19 de outubro de 2019 Edição nº 15324 10/10/2019  










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Neymar volta a jogar hoje pela seleção

Brasil enfrenta o Senegal, na manhã de hoje em partida que será disputada em Singapura

Da Folhapress – São Paulo

A Seleção Brasileira joga hoje em Singapura contra o Senegal, as 8 horas da manhã. O técnico Tite já esboçou o time sem Everton, que perde a posição para Neymar. O time encaminhado por Tite tem Ederson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Gabriel Jesus, Neymar e Roberto Firmino.

A espinha dorsal da seleção brasileira convocada para os amistosos desta quinta, diante de Senegal, e do domingo, diante da Nigéria, ambos em Singapura, é composta por nomes já consolidados ao longo do trabalho de Tite.

Há, entretanto, dentre os 23 jogadores, cinco nomes que não fazem parte do grupo habitual do treinador brasileiro, e serão os principais focos de observação ao longo do período de treinamento e das duas partidas. Três dos jogadores que estarão sob olhares atentos de Tite ainda não vestiram a camisa da seleção principal. É o caso de Marcinho, Renan Lodi e Matheus Henrique. Rodrigo Caio e Gabigol são mais experientes, vivem ótima fase no Flamengo, mas não tem espaço cativo nas convocações.

Em conversas com pessoas próximas, Tite não esconde que renovar as laterais é um dos seus maiores desafios para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar. Isso é especialmente verdadeiro do lado direito: Dani Alves, seu titular, tem 36 anos. Pensando em testar atletas mais jovens, Tite optou por não chamar Fagner (30 anos) ou Rafinha (34 anos). Com a lesão de Danilo, reserva imediato de Dani, a decisão foi de testar Marcinho, do Botafogo, de 23 anos.

Atacante de origem, o jogador já é alvo de observações da comissão técnica brasileira desde o ano passado. Em Cingapura, será visto de perto e terá a oportunidade de impressionar e aumentar o leque de opções para 2022.

Do lado esquerdo, Renan Lodi vive situação parecida, com o diferencial de já vestir a camisa de um time grande europeu e ser mais conhecido pelos torcedores. No setor, o veterano Filipe Luís tem a confiança de Tite, e Alex Sandro, da Juventus, vem consolidando seu espaço. Para os dois amistosos desta semana, Tite optou por deixar o flamenguista de fora da lista. Desde a Copa do Mundo, Marcelo, do Real Madrid, perdeu espaço na seleção. Lodi tem a missão de impressionar a comissão para se tornar uma opção mais jovem para o setor.

ARTHUR - No meio-campo, o volante Arthur, titular absoluto, trata de corresponder como referência do setor. O jogador do Barcelona reconhece que sobre ele recai grande confiança do treinador, que o enxerga como "camisa 8" ideal para o time.

“Tenham a certeza de que farei o possível e darei o meu melhor todos os dias para ser o "camisa 8" que todos esperam. Sei que não é fácil superar as expectativas. Tivemos outros grandes jogadores nesta posição e minha meta é corresponder ao que as pessoas esperam”, disse.

Dentre os aprimoramentos reconhecidos pelo ex-gremista está a atividade ofensiva. Nesta temporada espanhola, Arthur já fez gol pelo Barcelona e diz que se sente em evolução e ansioso pelo primeiro na Seleção Brasileira.

“Já tive o prazer de fazer gols no Barcelona. Estou mais confiante, melhorei a condição física para chegar mais à frente e estou arriscando, fazendo jogadas mais ofensivas. Na Seleção estou ansioso para que chegue este gol. Que venha o mais rápido possível”, falou.

No grupo da Seleção em Singapura, Arthur reencontrou seu sucessor no Grêmio e que segue seus passos no grupo de Tite. Matheus Henrique foi recebido como discípulo, merecendo elogios e incentivos.

“As coisas aconteceram muito rápido na minha carreira, até melhor do que eu pensava. O Matheusinho eu conheço desde o tempo de Grêmio, me identifico demais com ele pois temos muito em comum. Tudo com ele também está andando rápido. Foi a titularidade no clube a já a lembrança para a Seleção. Nada melhor do que a convocação para premiar a fase dele. É um excelente jogador, tem característica parecida com a minha. Estou contente com convocação dele. No que eu puder ajudá-lo, vou ajudar”, comentou o volante do Barcelona.

Perguntado sobre a escolha de Tite para o jogo contra Senegal que deixa Everton na reserva de Neymar, Arthur não emitiu opinião. O volante preferiu lembrar da importância de ser chamado para a Seleção e valorizou o fato de os atletas estarem no grupo:

“Se você foi convocado, aqui só tem grandes jogadores. Independentemente dos atletas que entrarem, todos têm qualidades e a confiança do técnico. É uma equipe experiente”.

Arthur ficou sabendo das queixas do Barcelona sobre os amistosos da Seleção em função do desgaste dos atletas contra adversários fracos e em locais distantes. Sem polemizar, deixou clara sua posição, garantindo ser a mesma de seus companheiros.

“Entendo o lado do Barcelona, mas para qualquer atleta é uma honra servir seu país. Nunca vou medir esforços para estar na Seleção. Aqui temos um nível profissional elevado. O clube tem direito de se preocupar, mas sempre vou fazer o máximo para estar na Seleção Brasileira. Lembro minha primeira convocação. É algo muito especial”, explicou.

Sobre o jogo contra Senegal, Arthur destacou o confronto com o atacante Sadio Mané, do Liverpool. O volante prevê dificuldades para a defesa brasileira no jogo de hoje.

“Já enfrentei ele em dois jogos. Tem qualidade técnica incrível e velocidade surpreendente. Nossos defensores, porém, são dos melhores do mundo e confio muito neles. Será um duelo duro para quem está no campo, mas prazeroso para quem acompanhar o jogo”, avaliou.

RESERVA - O último treino realizado já havia dado mostras de que Everton iria para o banco de reservas da Seleção Brasileira. A confirmação veio na entrevista coletiva do técnico Tite, que explicou de qual forma pretende iniciar o amistoso contra Senegal.

“A fase em que nos encontramos é de oportunidades. Em termos táticos, estamos agora em um 4-4-2, com Firmino e Neymar na frente, Gabriel, um atacante de lado, e um meia-atacante do outro, que é Coutinho, além de dois meio-campistas centrais. É o modelo de jogo que busco para dar dinâmica, como foi no segundo tempo contra a Colômbia. Foi nosso melhor momento nos últimos jogos. Quero reproduzir essa forma de jogo. E sim, fico chateado por tirar o Everton, mas mostra que tenho outros jogadores prontos para ir bem se precisar”, avaliou o treinador.

Desta forma, o atacante do Grêmio, artilheiro da última Copa América, perde a posição para Neymar. Tite saiu em defesa novamente do jogador do PSG.

“Não pago preço para ficar bajulando jogador nenhum. Isso é a minha educação, não como técnico. Como ser humano. Falei à época da Copa América que a verdade vem à tona, com o tempo. Recebi 30 perguntas sobre o que aconteceu com ele, disse para terem calma antes de julgar. Tive que responder com pré-julgamento a respeito dele. Foi horrível de tratar. Deixo o tempo, não julgo ninguém. Mas me incomoda, sim, principalmente fazerem julgamento sem informações, sem saber a conduta”, declarou.



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