Sábado, 19 de outubro de 2019 Edição nº 15324 10/10/2019  










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Desmatamento na Amazônia já ameaça todo ecossistema

Alerta parte de documento apresentado no Vaticano, durante sínodo, assinado por 40 pesquisadores

Da Folhapress - Roma

“A Amazônia e seus habitantes estão ameaçados de extinção”, e o mundo todo sofrerá com isso. A afirmação está no documento “Marcos científicos para salvar a Amazônia”, coordenado pelo climatologista Carlos Nobre e o economista americano Jeffrey Sachs, lançado ontem no Sínodo para a Amazônia.

Assinado por 40 dos maiores especialistas do mundo em Amazônia, a metade deles brasileiros, o documento alerta sobre a devastação em curso muito mais contundentes do que os dados até agora. Aponta que o desmatamento, que se aproxima de quase 17% do total da Floresta Amazônica, ameaça a sobrevivência de todo o ecossistema, colocando em risco a biodiversidade e alterando o ciclo hidrológico, vitais para a sobrevivência da floresta.

“A Amazônia como um todo está perto do ponto de inflexão para seu colapso”, afirma o estudo, segundo o qual podemos estar mais perto do que o esperado do chamado ponto sem retorno de transformação de 50% a 60% da floresta em savana”.

O estudo alerta que a interação da mudança climática global com a mudança regional induzida pelo desmatamento pode aumentar a severidade de inundações e secas.

“O grande aumento de incêndios em 2019 confirma a dramática tendência ascendente do desmatamento” e atualmente “quase 70% das áreas protegidas e territórios indígenas da Amazônia estão ameaçados por estradas, mineração, exploração de petróleo e gás, invasões ilegais, barragens ou desmatamento” — aponta o texto, que repercutiu entre os religiosos e aumentou a preocupação entre os participantes, em relação ao futuro da floresta.

No documento apresentado no Vaticano, os pesquisadores salientam que “uma área de floresta do tamanho de Luxemburgo foi perdida apenas no mês de julho”. Observam ainda que a validação em solo pode revelar um desmatamento ainda maior do que o visível nas imagens de satélite.

“Ao destacar a crise ambiental na Amazônia o Papa Francisco eleva a discussão a um nível global. Dá uma voz mundial e influente aos povos da floresta e leva a sua mensagem para o planeta. (...) Essa é a primeira vez que uma região do mundo é o tema específico de um sínodo e só por isso já se vê a imensa importância global que ele tem”, afirma Carlos Nobre.



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