Sábado, 19 de outubro de 2019 Edição nº 15324 10/10/2019  










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A vida invisível disputa Oscar com 92 filmes

Candidato brasileiro à indicação de melhor longa internacional tem concorrentes fortes, como o sul-coreano Parasita, de Bong Joon-ho, e o espanhol Dor e glória, de Almodóvar

Da Folhapress – São Paulo

A disputa está lançada. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou segunda-feira, em Los Angeles, a lista completa dos concorrentes oficiais a uma indicação ao rebatizado Oscar de melhor filme internacional. O candidato brasileiro, “A vida invisível”, de Karim Aïnouz, disputará com outros 92 longas escolhidos por seus respectivos países, um novo recorde de inscrições —Gana, Nigéria e Uzbequistão concorrem na categoria pela primeira vez.

O recorde anterior foi em 2017, quando 92 produções concorreram na categoria — então chamada ainda de melhor filme estrangeiro. No ano passado, 87 filmes disputaram. “Roma”, de Alfonso Cuarón venceu, tornando-se a primeira produção mexicana a ganhar a estatueta.

Inspirado em romance de Martha Batalha, “A vida Invisível” levou o prêmio da mostra Um Certo Olhar, em Cannes, neste ano. O longa, com Fernanda Montenegro, Gregorio Duvivier, Carol Duarte e Julia Stockler no elenco, se passa na década de 1950 e conta a história de Eurídice, uma jovem musicista, que vive num rígido regime patriarcal e trilha um caminho distinto de sua irmã mais velha.

Entre os principais concorrentes de “A vida invisível”, estão filmes premiados no Festival de Cannes deste ano: “Parasita” (Coreia do Sul), de Bong Joon Ho, que levou Palma de Ouro; “Les misérables” (França), de Ladj Ly, que dividiu o Prêmio do Júri com “Bacurau”; e “Atlantics” (Senegal), Grande Prêmio do Júri, após Mati Diop se tornar a primeira diretora negra a ter um longa na competição francesa.

A disputa tem ainda “Dor e glória” (Espanha), de Pedro Almodóvar; e “O traidor”, de Marco Bellocchio, é o indicado pela Itália, mas tem DNA brasileiro. Coprodução entre Itália, Brasil, França e Alemanha, o filme traz no elenco Maria Fernanda Cândido interpretando a mulher do mafioso Tommaso Buscetta, que viveu por aqui e cujas informações à policia derrubaram a Cosa Nostra.

Nos últimos anos, os filmes escolhidos para representar o Brasil no Oscar foram: “O grande circo místico” (2018), de Cacá Diegues; “Bingo: o rei das manhãs” (2017), de Daniel Rezende; “Pequeno segredo" (2016), de David Schürmann; "Que horas ela volta?" (2015), de Anna Muylaert; "Hoje eu quero voltar sozinho" (2014), de Daniel Ribeiro; "O som ao redor" (2013), de Kleber Mendonça Filho; e "O palhaço" (2012), de Selton Mello.

A última vez que o país disputou uma estatueta na categoria foi com “Central do Brasil”, de Walter Salles, em 1999.

MUDANÇAS DE REGRAS

No início deste ano, o Conselho da Academia decidiu renomear a categoria "filme em língua estrangeira" como "filme internacional". Ele é definido pelas regras da Academia como um longa (com mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos, com uma faixa de diálogo predominantemente não inglesa.

Além disso, a Academia aumentou de nove para 10 filmes a pré-lista de indicados, que será anunciada no dia 16 de dezembro. Os finalistas serão anunciados em 13 de janeiro. E a premiação acontece em 9 de fevereiro.



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