Terça feira, 21 de janeiro de 2020 Edição nº 15345 08/11/2019  










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Desmatamento na Amazônia aumentou 80% em setembro

Segundo o Sistema de Alertas do Imazon, floresta perdeu 802 km², o equivalente a mais da metade da área da cidade de São Paulo em relação ao mesmo mês de 2018

Da Reportagem

Em setembro, a Amazônia perdeu 802 km² de floresta, um aumento de 80% em relação a setembro de 2018, quando foram detectados 444 km², de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgado pelo Imazon. Os estado onde mais ocorreu desmatamento foi o Pará (53%), seguido de Rondônia (13%), Amazonas (11%), Acre (11%), Mato Grosso (10%) e Roraima (2%).

O Imazon classifica desmatamento como o processo de realização do corte raso, que é a remoção completa das árvores. Na maioria das vezes, essa área é convertida em pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, normalmente para comercialização da madeira, ou incêndios florestais.

A degradação na Amazônia Legal também aumentou: em setembro deste ano, 1.233 km² de floresta foram degradados, número 787% maior que o de setembro do ano passado, quando a área degradada foi de 139 km². O estado líder na degradação foi o Mato Grosso (55%), em seguida vem Pará (33%), Rondônia (6%), Acre (3%) e Amazonas (3%).

Os números de queimadas na região, no entanto, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpe) estão abaixo da média histórica. Em setembro deste ano foram registrados 19,9 mil focos de incêndio na Amazônia. No mesmo mês do ano passado, foram registrados 24,8 mil, o que representa uma queda de 19,7%. A média histórica para o período é de 33,4 mil.

O município de Pacajá, localizado no sudeste do Pará, que não aparecia na lista dos municípios que mais desmatam, em setembro registrou a maior área de floresta desmatada: 45 km². São Félix do Xingu e Altamira, também no Pará, vêm em seguida.

Do total do desmatamento, 14% foi registrado em Unidades de Conservação. As mais desmatadas foram: Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu (PA) e Reserva Extrativista Jaci Paraná (RO). As Terras Indígenas também foram alvo do desmatamento. As que mais perderam área florestal foram Apyterewa, Cachoeira Seca do Iriri e Ituna/Itatá, todas no Pará.

O SAD é uma ferramenta de monitoramento, baseada em imagens de satélites, desenvolvida pelo instituto Imazon para reportar mensalmente o ritmo do desmatamento e da degradação florestal da Amazônia. O Imazon é um instituto nacional de pesquisa, sem fins lucrativos, composto por pesquisadores brasileiros, fundado em Belém há 29 anos.

Já segundo os alertas emitidos pelo Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que norteiam o trabalho de fiscalização ambiental em campo, o desmatamento na Amazônia brasileira praticamente dobrou entre janeiro e agosto : foram 6.404,4 km² destruídos ante os 3.336,7 km² devastados no mesmo período de 2018, totalizando uma alta de 91,9%.



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