Segunda feira, 18 de novembro de 2019 Edição nº 15346 09/11/2019  










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Flamengo deve ter faturamento recorde em 2019, dizem especialistas

Segundo projeções, Rubro-Negro deve superar arrecadação obtida por Palmeiras no ano passado graças a receitas com premiação e direitos de TV

Da Folhapress – Rio

Os números apresentados pelo Flamengo em seu balanço , ainda não auditado, para o terceiro trimestre de 2019 mostram uma perspectiva bastante positiva para os próximos anos e perspectiva de recorde de arrecadação ao fim do ano. Essa é a visão de especialistas ouvidos pela reportagem.

“De bate-pronto, são números bem positivos. O clube deve bater o recorde de receitas na história do futebol brasileiro”, projeta Pedro Daniel, diretor executivo de esportes da consultoria Ernst & Young.

“Até o final do ano, o Flamengo deve ter receitas grandes, com premiação e direitos de TV. Na minha conta, a arrecadação chegará a R$ 750 milhões a R$ 790 milhões. Sem dúvida um recorde no Brasil, superando o que o Palmeiras obteve no ano passado”, afirmou Cesar Grafietti, consultor em finanças e gestão do esporte, referindo-se aos R$ 654 milhões obtidos pelo clube paulista de acordo com estudo do Itaú BBA.

Grafietti faz uma ressalva em relação aos números que os clubes costumam divulgar.

“Faço um ajuste, tirando a parte de terceiros na receita do clube. Com a venda do Paquetá, por exemplo, R$ 44 milhões foram para o Tombense, que tinha parte dos direitos econômicos do jogador. Esse valor é lançado no balanço do Flamengo, e sai como custo. Na verdade, está inchando o balanço para mostrar um número mais bonito. O clube irá publicar uma receita que irá passar fácil dos R$ 800 milhões”, analisa ele.

Pedro Daniel, por sua vez, faz uma previsão de montante ainda mais positivos para o Flamengo até o final do ano. Ele não se baseia apenas nos números positivos, como o superávit financeiro de R$ 74,4 milhões apresentado até setembro.

“Tem que lembrar mais um ponto: boa parte dos recursos de contratos televisivos são liberados no final do ano. Não estão inseridos neste balanço. Hoje há uma remuneração de 30% em relação à performance”, acrescenta ele, lembrando o último contrato assinado pela TV.

Outra fonte de receitas pode vir na premiação por possíveis títulos de Brasileirão e Libertadores.

“Isso ainda vai trazer um impacto positivo nas receitas. Da Libertadores não entraria muito porque o clube já está sendo remunerado a cada avanço de fase. Mas o Brasileirão ainda pagaria. São receitas que a gente chama de extraordinárias, pois são aquelas que não dá para prever”, explica Pedro Daniel.

DÍVIDAS - Para Pedro Daniel, até o aumento do endividamento do Flamengo não é preocupante, já que o clube tem a capacidade de gerar receitas acima desse montante, atualmente em R$ 574 milhões.

“A dívida está equacionada. É natural que se haja aumento de endividamento diante do aumento dos investimentos. O fluxo de caixa garante o pagamento”, afirma Pedro Daniel.

No último trimestre houve investimento grande em contratações visando melhoria de performance no Brasileirão e Libertadores. Rafinha, Pablo Marí, Filipe Luís e Gerson foram alguns dos contratados.

O Flamengo também tentou Balotelli, contratação que acabou não se efetivando. O atacante acabou assinando com o Brescia. Para 2020, fala-se no interesse em atacante ainda mais midiáticos, como Cavani (PSG) e Ibrahimovic (Los Angeles Galaxy).

“O Flamengo começa a mirar outros voos, não apenas atuando no mercado local. Há os simbolismos de demonstração de força. Mostra que tem capacidade de competir com os europeus para atrair talentos”, analisa Pedro Daniel.

Para Grafietti, a contratação de jogadores desse nível traria perigo ao Flamengo.

“Para chegar um jogador como Ibrahimovic ou Cavani, tem que ter fonte de receita para bancar. Mesmo que esses jogadores não custem nada por questão de fim de contrato, a remuneração é alta. O Flamengo poderia fazer, mas começa a ir para um campo de risco muito grande”, afirma ele.

“Neste ano, o Flamengo foi para a final da Libertadores e deve ser campeão brasileiro. Mas é preciso trabalhar as finanças com disciplina porque o risco é muito grande. Em receitas de bilheteria, sócio-torcedor e contrato de TV, o clube já está batendo no teto. Para dar conta desse aumento de despesas precisaria vender jogador”, acrescenta ele.



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